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Publicado em 2018-03-29 14:39:42

Sugar Blues William Dufty Titulo do original norte-americano: Sugar Blues Livros para uma nova consciência 1975 © 1975 William Dufty Originally published by Chillon Book Company’s Titulo do original norte-americano: Sugar Blues Projeto editorial: Mario Mareio de Castro Juracy Campos L. Conçado Luiz Caldeira de Andrada Tradução: Ricardo Tadeu dos Santos Copidesque: Selma Abrantes Revisão: Walter Nathal Zanon Capa: Paulo Bandeira Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Dufty, William Sugar blues / William Dufty: Tradução Ricardo Tadeu dos Santos. — 6ª Ed; — São Paulo: Ground, 1996 Bibliografia. ISBN 85-7187-047- 0 1. Açúcar como alimento 2. Carboidratos — Metabolismo — Distúrbios 3. Carboidratos refinados — Efeito fisiológico 4. Doenças causadas pela nutrição I. Titulo. 93-1821 CDD-616.399 Índices para catalogo sistemático: 1. Carboidratos refinados: Distúrbios metabólicos: Medicina 616.399 2. Doenças nutricionais: Carboidratos nutricionais: Medicina 616.399 3. Metabolismo dos carboidratos: Distúrbios: Medicina 616.399 Todos os direitos reservados à EDITORA GROUND LTDA. Rua Pamplona, 935 — Conj. 12 — Jardim Paulista Cep 01405-001 — São Paulo — SP Tels.: (011) 288-7139 / 287-3016 Fax: (011) 283-0476
Sugar. Açúcar [Do sânscrito. çarkara, “grãos de areia”, prácrito sakkar, atr. do ár. As-sukkar] S. m. Sacarose refinada, C12H22011, produzida pelo múltiplo processamento químico do suco de cana-de-açúcar ou da beterraba e pela remoção de toda fibra e proteína, que representam 90 por cento da planta.

Blues. Um estado de depressão ou melancolia revestido de medo, ansiedade e desconforto físico (frequentemente expresso liricamente como uma crônica autobiográfica de um desastre pessoal).

Sugar Blues.


Múltiplas penúrias físicas e mentais causada pelo consumo de sacarose refinada — comumente chamada açúcar. Para Billie Holiday cuja morte mudou minha vida e Gloria Swanson cuja vida mudou minha morte. Sumário CAPA Folha de Rosto Créditos Definições Dedicatória Apresentação Pessoal e Intransferível O Mercado Branco Os Doces Bárbaros De Médicos e de Loucos Culpe as Abelhas Do Bico ao Pico Vitamina e e Cana Complicando o Simples A Política da Nutrição Códigos de Honestidade O Que Dizem os Especialistas A Doce Baforada Dispensando Sem Açúcar e com Afeto Bibliografia Notas Apresentação A ideia de lançarmos este livro surgiu com a visita que o autor, William Dufty, fez ao Brasil em 1975, acompanhado de sua esposa Glória Swanson — a sempre jovem diva hollywoodiana da década de 20 —, atendendo a um convite de uma rede de televisão brasileira. A visita, entretanto, tomou-se extremamente embaraçosa para os mal-informados anfitriões, que certamente não contavam com a ferrenha disposição da famosa dupla em aproveitar a oportunidade para ampliar sua campanha de esclarecimento sobre as consequências desastrosas do consumo do açúcar industrializado — campanha que vêm desenvolvendo através de conferências em universidades, simpósios, programas de tevê e em todas as suas recentes aparições públicas nos EUA.

Percebido o engano, o boicote foi imediato: Dufty e Swanson foram sumariamente confinados em uma elegante suíte do Hotel Nacional, concedendo longas reportagens que nunca foram ao ar, com exceção das raras tomadas em que falam de temas mais amenos. Sintomático, uma vez que as indústrias de refino de açúcar são notoriamente patrocinadoras habituais dos grandes programas da televisão brasileira. Impossibilitado de dar o seu recado através das câmeras, o autor, cujas afinidades com esta Editora datam de há muito tempo, ofereceu-nos a oportunidade de lançar esta edição brasileira do Sugar Blues — o contundente depoimento sobre o açúcar que abalou a opinião pública e motivou o questionamento, a nível oficial, dos hábitos alimentares dos norte-americanos. Uma rara oportunidade, se considerarmos as dificuldades habitualmente encontradas para a elaboração de um documento que questiona de maneira irrefutável, o valor de produtos controlados pelas grandes empresas manipuladoras do consumo.

E Dufty põe o dedo na ferida: Sugar Blues — originariamente nome de um lamento dos negros americanos do inicio do século e utilizado aqui, com rara propriedade, para definir toda a gama de distúrbios físicos e mentais causados pelo consumo da sacarose refinada, comumente chamada açúcar — é um relato detalhado das circunstâncias escusas que permitiram a ascensão do açúcar da categoria de droga rara e de alto custo, como o ópio, a morfina e a heroína, a sustentáculo da dieta do homem moderno. A história do açúcar envolve, desde o seu início, a experiência amarga de muitos em garantia da doce vida de poucos. Cultivado por mãos escravas, seu consumo limitou-se inicialmente às elites. O desenvolvimento da industrialização da cana, entretanto, prometia as perspectivas de um mercado altamente promissor: o uso do açúcar, a exemplo de outras drogas formadoras de hábito, garantia um número crescente de ansiosos consumidores.

Posteriores constatações dos inúmeros distúrbios orgânicos causados pelo consumo indiscriminado do açúcar, em especial do açúcar refinado — o aparecimento do escorbuto e do beribéri entre povos até então imunes a essas doenças e o aumento assustador de diabéticos, hipoglicêmicos e portadores de distúrbios funcionais generalizados nos grandes centros populacionais, onde a sacarose da cana já era adicionada ao preparo de praticamente todos os alimentos —, em nada afetaram esse lucrativo comércio. Instituições com nomes enganadores como The Nutrition Foundation, Inc. — uma organização testa- de-ferro dos interesses de cerca de 45 companhias que exploram o comércio alimentício, entre elas a American Sugar Refining Co., a Coca-cola, a Pepsi-Cola e a Curtis Candy Co. — foram criadas e devidamente subvencionadas pelas grandes indústrias açucareiras com o objetivo de — tarefa ingrata! — descobrir e alardear improváveis benefícios que o açúcar causaria ao organismo humano. Bilhões de dólares foram — e são — gastos sistematicamente apenas para assalariar a consciência de médicos e nutricionistas e produzir conceitos enganadores do tipo “açúcar é energia”. As evidências chegaram a ponto tal que o Senado americano permitiu a instalação de uma comissão de inquérito, presidida pelo Senador MacGovern, para apurar as mistificações utilizadas na publicidade e nas embalagens do produto.

A acusação de que se utilizava indevidamente o termo “nutritivo” em relação ao açúcar, quando, na realidade, tratava-se de substância antinutriente — o açúcar refinado, constituído de 99% de sacarose, necessita, para ser metabolizado, dos seus componentes originais, tais como cálcio, ferro e vitaminas do complexo B; eliminadas no processo de refinamento, essas substâncias serão literalmente roubadas dos ossos, dos dentes e das reservas orgânicas —, provocou, por parte da junta médica encarregada de defender os interesses do monopólio açucareiro, uma avalancha de meias verdades e afirmativas dúbias que terminaram por conduzir ao arquivamento do processo. O que levou um deputado norte-americano a declarar que o traste do açúcar controla não apenas os preços… controla os governos. E é precisamente aí que o livro começa: com a constatação de que é fundamental a conscientização individual dos condicionamentos que regem nossos hábitos cotidianos. Em especial no que diz respeito aos critérios alimentares, essa preocupação deverá ser forte bastante de forma a transcender a desinformação e os interesses puramente comerciais que sustentam a indústria de consumo.

O maior sistema de comunicações que o mundo já conheceu é utilizado para mascatear venenos dissimulados em atrativas embalagens. Conhecer esses engodos publicitários pode significar a diferença entre a saúde e a doença. Mas Sugar Blues é mais que uma denúncia: irônico, ao mesmo tempo assustador e divertido, é, principalmente, um trabalho jornalístico inteligente e atual que aponta os meios para a libertação do vício institucionalizado da sacarose industrializada e acrescenta receitas de pratos deliciosos — todos sem açúcar. Certamente o leitor encontrará situações que retratam a realidade dos EUA e informações dirigidas basicamente ao leitor norte-americano. Entretanto, por analogia, percebemos que o problema é basicamente o mesmo em nossa terra, com a agravante de contarmos, no Brasil, com a habitual desinformação que estimula a má fé dos expropriadores da nutrição e da saúde. O que torna bastante oportuno o lançamento de Sugar Blues entre nós. Numa época em que as evidências da contaminação generalizada dos alimentos começa lentamente a sensibilizar a grande imprensa e já provocar uma sucessão de sobressaltos para o desorientado consumidor, as alternativas e opções oferecidas neste livro têm boas chances de merecer a oportunidade de serem testadas com o respeito devido. Este livro poderá mudar a sua vida. Ou a sua morte.

OS EDITORES

Pessoal e Intransferível Anos atrás, quando eu era completamente ignorante acerca da sacarose (C12H22O11), presenciei um inesquecível encontro entre a atriz Gloria Swanson e um punhado de açúcar. Eu era um dos convidados para um coquetel oferecido à imprensa no escritório de um advogado, na Quinta Avenida, em Nova Iorque. A reunião já estava bem animada quando cheguei. A Srta. Swanson, mais alerta e atenta que qualquer outro presente, tirou sua bolsa da cadeira que estava a seu lado e fez sinal para que me sentasse. Eu nunca a havia visto fora da tela. Não esperava encontrá-la ali.

Não estava, de forma alguma, preparado para tal. Um garçom chegou com o lanche — carne defumada com pão de centeio, salame com pumpernichel, copos de café e açúcar. Os colegas presentes, de diversos jornais de Nova Iorque, continuaram falando enquanto as rações iam sendo servidas. Eu desembrulhei meu sanduíche, levantei a tampa do copo de café e peguei uma colher de açúcar. Quando ia despejá-lo no copo, ouvi seu sussurro autoritário: ”Esta coisa é um veneno“, disse ela. ” Eu não deixaria isso entrar em minha casa, quanto mais no meu corpo. Voltando do precipício em que caí, olhei para ela. Aqueles imensos olhos azuis se arregalaram, uns dentes lapidares, sua marca registrada, brilharam por trás daquele sorriso que mais me pareceu uma dentada. Ela era Carrie Nation enfrentando o demoníaco rum. William Jennings Bryan olhando a Cruz Dourada, Moisés com uma costeleta de porco no prato. Deixei cair o açúcar como uma criança surpreendida com a munheca na doceira. Notei que em frente à Srta. Swanson não havia a mesma comida que nos era servida. Não participava de nosso lanche. Havia trazido o seu — algo amadurecido no pé, sem vaporizações. Ela me ofereceu um pedaço. Nunca havia provado nada tão gostoso.

Todos nós certamente já ouvimos as lendas sobre o exótico regime alimentar de Glória Swanson. Vendo-a de perto, olho a olho, é impossível duvidar-se que ela está certa. “Antigamente, eu ficava positivamente lívida quando via alguém comendo veneno”, disse ela. “Mas aprendi que cada um deve encontrar seu próprio caminho — o longo caminho. Agora, podem comer capim na minha frente, que nem pisco. Continue”, disse ela, desafiando-me a misturar o açúcar no meu café. “Coma esse açúcar branco — mate-se. Veja se me importo”. Mais uma vez ela lançou aquele sorriso — dentada que me perseguiu por vários dias. Sempre que minha mão buscava a colherinha de açúcar, eu a retirava e pensava nas implicações desse ato. Você nunca sabe que está fisgado até que põe na cabeça que nunca mais vai fazer determinada coisa; aí, você descobre que sua cabeça não está no controle da situação. Descobri que era viciado em açúcar. Um grande vício. Queria abandoná-lo, mas não sabia como. Era um vício que me acompanhava havia anos. Devo ter sido fisgado muito cedo, já que a mais remota memória que tenho da hora da comida na casa de minha família era um purgatório de carne e batatas, pelo qual tinha que passar a caminho do céu: uma doce sobremesa.

Vovó tinha sempre um saco de cinquenta quilos de um bom açúcar de beterraba de Michigan, na despensa ao lado da cozinha, com uma generosa concha de metal por cima. Quando, durante a Lei Seca, eu colhia para ela dentes-de-leão, ela os lavava e os colocava de molho num imenso pote de barro, respingava açúcar e limão por cima — para apressar a fermentação — produzindo, assim, um vinho ilegal. Lembro-me dela colocando açúcar em tortas de cereja e de maçã, em bolos e frituras e, durante o outono, em enormes potes de pêssegos e ameixas ferventes para fazer conservas. O açúcar entrava no molho de tomate e em todos os tipos de picles, doces e ácidos. Quando chegávamos da escola a Sra. Moulton, nossa vizinha e cozinheira, nos dava um pedaço de pão quentinho com manteiga e muito açúcar mascavo. E possível lembrar, mas difícil de acreditar, o que significava viver numa cidadezinha do Meio-oeste americano há cinquenta anos. As famílias controlavam total e completamente o que as crianças comiam.

Nós éramos muito pequenos para opinar sobre o assunto. Nossos pais eram nossos protetores. Todos sabiam aquilo que eles permitiriam e aquilo que não permitiriam. Comer um hamburger ou beber uma Coca-cola era tão difícil quanto roubar um banco ou perder a missa de domingo. A cidade tinha só um restaurante, onde anteriormente havia existido um saloon. Se, por acaso, eu entrasse num armazém com uma moeda para comprar alguma coisa, o proprietário chamaria meu pai e eu teria que me ver com ele â noite. Todas as três quitandas tinham balcões de doces e a lanchonete da esquina vendia refrigerantes. Sorvete era algo que se fazia em casa para o lanche de domingo. Em ocasiões especiais, poderia ser encomendado na lanchonete e entregue a jato por um atleta local. Gelo seco e congelador eram coisas do ano 2001. Café da manhã, almoço e janta, ou se comia em casa — sob os olhares vigilantes da Sra. Moulton — ou não se comia. Não havia jeito de abrir-se a geladeira longe de seus olhares vigilantes. Fomos a primeira família da cidade a ter uma Frigidaire. Cubos de gelo feitos em casa eram uma invenção mais maravilhosa e misteriosa que o rádio.

O sótão começou a entrar em desuso. O costume de fazer conservas em casa começou a dar lugar às compras nas lojas. Bebidas gaseificadas, Coca-cola e outros refrigerantes, simplesmente não existiam para nós. Tínhamos Canada Dry, mas fazia parte do estoque que papai mantinha durante a Lei Seca, para gente grande beber de vez em quando, com uísque canadense contrabandeado. Só muito mais tarde, quando eu tinha oito anos, um visitante do mundo exterior introduziu a decadente ideia de colocar um pouco de sorvete dentro de um copo cheio daquilo. Teríamos conhecido tais coisas antes, se nos fosse permitido assistir àqueles corruptores filmes — mas isto estava além do muro, do outro lado da linha do trem.

Algodão doce e outros doces, vendidos em feiras e bazares, eram tão proibidos quanto os filmes. “Vai deixar você doente”, diziam. Quando víamos outras crianças comendo essas coisas, sem entrar em convulsões, chamávamos a atenção de nossos pais, mas tais evidências pseudo-científicas nunca surtiram efeito. Meus primeiros pecados foram cometidos durante as primeiras férias de verão que passamos em Crystal Lake. Em comparação com a cidade em que vivíamos, Crystal Lake parecia Babilônia ou Las Vegas. Tinha um cassino sobre as águas, onde as pessoas dançavam no escuro, ao som de um conjunto que dizia ser de Hollywood.

Tinha um campo de golfe, quadras de tênis e barcos de corrida, índios vendendo cestas trançadas â mão para turistas de fim de semana, meninas que fumavam, meninos que iam nadar à noite sem roupa e postos de gasolina com barraquinhas onde garrafas de água com açúcar em tecnicolor estavam sempre no gelo: laranja, cereja, morango, limão e uma coisa chamada Rio Verde. Eu não ligava para estes sabores familiares.

A de uva, roxa escura, me iniciou no caminho da perdição. Não havia provado nada semelhante em casa. A borbulhante viagem sabor uva era uma coisa que eu não podia evitar. Passei a sentir uma estranha afinidade com o bêbado da cidade. Lembro-me da primeira vez que tirei dinheiro da bolsa da minha mãe, enquanto ela dormia. Cinco cents de cada vez. Se ela não tivesse uma moeda de cinco cents, eu não ousaria tirar uma de dez. Pelo que sabia, duas garrafas poderiam ser uma dose fatal. Minhas gengivas poderiam ficar indisfarçavelmente roxas ou meus dentes poderiam começar a dissolver. Mas eu estava atento para não estragar toda a festa. Passamos as férias de verão em Crystal Lake até eu completar doze ou treze anos. Nessa época estava ganhando USS 75 por semana durante as férias de inverno — uma incrível fortuna para aqueles dias — como um precoce pianista de jazz numa estação de rádio. Mas eu não podia pagar em cheque na barraquinha da beira da estrada. Quando meu vício de verão, o refrigerante de uva, ficou fora de controle, tive de mentir, enganar e roubar para mantê-lo. O dia em que minha voz começou a mudar foi o começo do fim de minha carreira radiofônica.

Se minha voz não soasse como a de uma criança, não haveria nada de extraordinário no modo que tocava piano. A puberdade também trouxe outros honores. Meu rosto, meu pescoço e minhas costas explodiam em repugnantes espinhas. A princípio pensei que fosse lepra e rezei algumas novenas. Não havia reparado nada parecido em rapazes mais velhos. Talvez eu só reparasse nos meus defeitos. Tinha vergonha de usar calções de banho que deixavam o peito nu e que estavam na moda. A enfermeira da família sugeriu Noxzema.

A lavadeira da família ficou impressionada quando não funcionou. Agora sei que estava pagando pôr meus pecados. Se alguém tivesse me explicado isso, teria me poupado vários anos de agonia. Mas quem sabia do meu secreto hábito de comer açúcar? Quem poderia ter imaginado? Onde estava o médico da família? Bem, nossa cidade tinha um, mas não era o Dr. Marcus Welby, do seriado da TV. Ele morava do outro lado da rua, em frente à nossa casa, e um dos terrores da cidade era o simples pensamento de uma possível emergência, quando ninguém mais estivesse à mão exceto Dr. Hudson. Dr. Hudson era um viciado em drogas. Mas isso não era comentado. Os vizinhos diziam simplesmente “Pobre Dr. Hudson”. Às vezes, o bom doutor vagava pela cidade como um zumbi. Ele tinha um bangalô atrás da casa, onde funcionava seu consultório. À noite, os meninos se esgueiravam até sua janela e espiavam-no deitado em sua cadeira de couro negra — completamente fora de si. Quando ocorria um acidente na cidade, bombeiros voluntários quebravam a porta do consultório do doutor, jogavam-lhe um balde d‘água e o mantinham de pé, enquanto ele colocava um torniquete no braço de um fazendeiro que tivesse se machucado numa máquina qualquer. Depois disso, levavam a vítima para a cidade mais próxima.

Se você pudesse, como nós podíamos, chamaria o médico da cidade próxima, por telefone. Assim, nenhum de nós procurava um médico até que estivesse bem doente. Mandavam-me ao dentista duas vezes por ano, quando isso entrou em moda. O dentista relacionava as cáries a excesso de doces. Mas eu nunca tinha ouvido um médico abrir a boca sobre este assunto. Os mais velhos, como minha avó, falavam sobre o comer em excesso: Vai deixar você doente, ou seja, vai fazer mal a seu estômago, com possibilidade de vomitar e coisas do gênero. Como eu poderia relacionar meus problemas de pele a meus vícios secretos? Comecei a notar que alguns meninos da minha idade tinham problemas de pele — mas não todos. Depois, ouvi rumores de que minha doença poderia ser o resultado de excessiva masturbação. Eu tinha um amigo cujo irmão estava num seminário católico em Chicago, estudando para ser padre.

Era a grande autoridade em leis canônicas e sexo. Ele espalhara o boato de que na arquidiocese de Chicago a masturbação era apenas um pecado venial. Se você se masturbasse em Michigan, era pecado mortal. Em Illinois, você poderia ter uma “festa” solitária à noite, lavar as calças de manhã e sair correndo p…

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Li há muitos anos… quero reler… adorei!

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