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Archive for janeiro \31\+00:00 2020

Manifestante anti-Brexit diante do Parlamento britânico, em Londres, nesta quarta (29) — Foto: Henry Nicholls/Reuters
Manifestante anti-Brexit diante do Parlamento britânico, em Londres, nesta quarta (29) — Foto: Henry Nicholls/Reuters

O que é a UE e o que motivou o Brexit

A União Europeia é um grupo até então formado por 28 países, contando com o Reino Unido, com livre comércio entre si. O bloco também permite o trânsito de seus cidadãos para trabalhar e morar em qualquer parte do território dos membros.

defesa do Brexit inclui argumentos que apontam que a saída do Reino Unido do bloco é positiva porque irá:

restringir a entrada de imigrantes no país;
aumentar a soberania dos britânicos para decidir sobre assuntos de interesse interno, como saúde, emprego e segurança;
aumentar os recursos públicos disponíveis exclusivamente para os britânicos, com o fim dos valores repassados à UE;
melhorar as possibilidades de negociação em acordos bilaterais com outros países.

No entanto, para quem era a favor da permanência dos britânicos no bloco, o Brexit vai:

dificultar para cidadãos do Reino Unido viver em outros países da União Europeia;
prejudicar negócios hoje favorecidos com regulamentação e burocracia comuns entre os países;
reduzir lucros devido à cobrança de tarifas de exportação para os países europeus, destino de grande parte dos produtos britânicos exportados;
não ter qualquer garantia de que o dinheiro hoje repassado à UE será aplicado em demandas internas, como serviços de saúde e segurança.

Acordo de ‘divórcio’

Aprovado pela maioria dos eleitores britânicos em 2016, teve início o processo de fechar um acordo com os termos do divórcio. Para isso, foi preciso que tanto parlamentares que representam o bloco europeu quanto os legisladores do Reino Unido discutissem como ficam temas como:

o valor a ser pago pelos britânico à UE por quebrar contrato de parceria;
os britânicos residentes em outros países da UE e europeus que moram no Reino Unido;
a situação da República Irlanda, país independente e membro da UE, mas situado na mesma ilha que a Irlanda do Norte, parte integrante do Reino Unido. A polêmica gira em torno de como não criar uma barreira física entre as duas Irlandas. Os dois países viveram anos de conflito, e um acordo de 1999 que pôs fim à violência acabou com a “fronteira dura”, física, permitindo que cidadãos dos dois países possam circular livremente, sem passar por controle de migração.

Acordos rejeitados e cronogramas
Theresa May durante pronunciamento nesta sexta-feira (24) — Foto: Toby Melville/Reuters
Theresa May durante pronunciamento na sexta-feira (24)
— Foto: Toby Melville/Reuters

Até o início de dezembro de 2019, o acordo fechado com os membros do Parlamento Europeu pela ex-primeira-ministra Theresa May havia sido levado para análise dos parlamentares britânicos três vezes, tendo sido rejeitado em todas as ocasiões.
O último acordo, fechado em outubro pelo premiê Boris Johnson com os europeus, não chegou a ser votado. O Parlamento britânico impôs uma derrota a Johnson e aprovou uma emenda que, na prática, adiava a votação do acordo. O primeiro-ministro acabou convocando novas eleições, na tentativa de ampliar o total de conservadores no Parlamento e garantir a aprovação de um acordo.

As datas programadas para a saída definitiva do país do bloco, que não depende necessariamente de o acordo ser aprovado, também passaram por vários adiamentos. A partida da UE foi agendada, originalmente, para 29 de março de 2019. Em seguida, adiada para 31 de outubro de 2019. Após nova alteração, a previsão no início de dezembro era que asaída ocorresse até 31 de janeiro de 2020.
Os políticos britânicos ficaram divididos: alguns queriam que o Reino Unido saísse o mais rápido possível do bloco, outros preferiam que fosse convocado um novo referendo sobre a saída, enquanto um terceiro grupo defendia cancelamento completo do Brexit.

Três primeiros-ministros em três anos

Desde 2016, quando o Brexit foi aprovado em referendo, dois primeiros-ministros renunciaram. O conservador David Cameron deixou o cargo logo após a aprovação do referendo. Ele próprio havia convocado a votação, mas não concordava com a ideia de que o Reino Unido deixasse o bloco europeu.
Depois, foi a vez de Theresa May, que assumiu o cargo após a saída de Cameron. Foi ela quem negociou com os líderes da União Europeia um acordo para o divórcio. May, no entanto, colocou o acordo para ser votado pelos parlamentares britânicos três vezes, e desistiu de ocupar o posto após a última tentativa frustrada.
Ao assumir como primeiro ministro em julho de 2019, depois da saída de May, Boris Johnson prometeu um novo acordo com a União Europeia e afirmou que a saída do Reino Unido do bloco ocorreria em 31 de outubro.
Boris Johnson prepara uma torta em uma cozinha em Derby, na Inglaterra, nesta quarta-feira (11), com um avental que diz 'realize o Brexit'. — Foto: Ben Stansall / AFP / Pool
Boris Johnson prepara uma torta em uma cozinha em Derby, na Inglaterra, nesta quarta-feira (11), com um avental que diz ‘realize o Brexit’. — Foto: Ben Stansall / AFP / Pool

Ele chegou a firmar um novo acordo com a União Europeia, mas acabou negociando – a contragosto – novo prazo para que o país deixasse o bloco — 31 de janeiro. Depois disso, convocou eleições gerais para garantir uma maioria forte dos conservadores e conseguir, finalmente, que o acordo possa ser aprovado.

Em 12 de dezembro, seu partido, o Conservador, obteve uma ampla maioria no Parlamento, com o melhor resultado em uma eleição desde a década de 1980, o que permitiu a aprovação do projeto de Johnson e o cumprimento de sua promessa de deixar a UE no fim de janeiro.
Agora, durante 11 meses, as duas partes ainda terão um período de transição, em que vários detalhes do relacionamento entre elas serão negociados. Entre os mais importantes estão:

Circulação de cidadãos europeus e britânicos entre Reino Unido e União Europeia (incluindo regras de habilitação e passaportes de animais)
Permissões de residência e trabalho para europeus no Reino Unido e britânicos na UE
Comércio entre Reino Unido e União Europeia, tarifas de importação, livre circulação de mercadorias
Questões de segurança, compartilhamento de dados e segurança
Licenciamento e regulamentação de medicamentos
Circulação de alimentos

Linha do tempo do Brexit

23/06/2016: Britânicos aprovam em referendo, por 52% dos votos contra 48%, a saída do Reino Unido da União Europeia
24/06/2016: Um dia após o referendo do Brexit ser aprovado, o ex-primeiro-ministro britânico David Cameron, contrário à saída do Reino Unido do bloco, anuncia sua renuncia ao cargo
13/07/2016: Theresa May é nomeada primeira-ministra e coloca eurocéticos em postos-chave de seu governo
29/03/2017:Theresa May aciona o Artigo 50 do Tratado de Lisboa; começa a contagem regressiva de dois anos para o Brexit, que deve acontecer em 29 de março de 2019
3/11/2016: Alta Corte britânica decide que o governo precisa de aprovação parlamentar para iniciar o processo Brexit. A decisão é confirmada em 24 de janeiro de 2017 pela Suprema Corte

25/11/2018:
 Líderes da União Europeia aprovam acordo sobre Brexit
27/03/2019: Theresa May é pressionada pela oposição e promete renunciar caso acordo costurado com a União Europeia em 2018 seja aprovado
27/03/2019: Parlamento britânico rejeita oito propostas apresentadas como opção ao Brexit
29/03/2019:Parlamento britânico rejeita pela terceira vez uma proposta de Theresa May sobre o acordo firmado em 2018 com a UE sobre o Brexit
24/05/2019: A primeira-ministra Theresa May anuncia que irá renunciar ao cargo e deixar o governo em 7 de julho
24/07/2019: Boris Johnson assume o cargo de primeiro-ministro e promete que entregará o Brexit no prazo, em 31 de outubro
3/09/2019: Boris Johnson enfrenta rebelião de parlamentares conservadores contrários a seu projeto de Brexit e perde maioria no Parlamento
24/09/2019: A Suprema Corte britânica decide que a suspensão do Parlamento, convocada por Johnson, foi ilegal. O primeiro-ministro queria manter a Casa fechada de 12 de setembro até 14 de outubro, até às vésperas da data prevista para o Brexit
2/10/2019: Boris Johnson envia à União Europeia uma nova proposta de acordo sobre o Brexit, que prevê “suprimir” a salvaguarda elaborada para evitar uma fronteira entre Irlanda e Irlanda do Norte. Um acordo é atingido no dia 17
19/10/2019: Parlamento britânico adia decisão sobre o Brexit e obriga Johnson a pedir um novo adiamento para a saída do Reino Unido da União Europeia
29/10/2019: Após ter seus pedidos rejeitados por três vezes, Johnson consegue aprovação do Parlamento para antecipar as eleições legislativas – originalmente previstas para 2022 – para o dia 12 de dezembro
12/12/2019: Em eleições com os melhores resultados para o Partido Conservador desde os anos 1980, Boris Johnson garante maioria no Parlamento
20/12/2019Já com a nova legislatura, a Câmara dos Comuns aprova a proposta de Johnson

31/01/2020: Reino Unido deixa oficialmente a União Europeia

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/01/31/do-referendo-a-saida-efetiva-entenda-as-etapas-que-concretizaram-o-brexit.ghtml

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https://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/2020/01/31/o-reino-unido-depois-do-brexit.ghtml
Após três anos e meio e muitas idas e vindas, divórcio acontece às 23h desta sexta-feira, 31 de janeiro (20h no horário de Brasília) — Foto: Getty Images/BBC
Após três anos e meio e muitas idas e vindas, divórcio acontece às 23h desta sexta-feira, 31 de janeiro (20h no horário de Brasília) — Foto: Getty Images/BBC

O Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, acontece às 23 horas desta sexta-feira, 31 de janeiro (20 horas de sábado), embora ainda cercado de dúvidas sobre seus efeitos práticos.
Uma das principais demandas daqueles que apoiaram esse processo no plebiscito de 2016 é que o governo britânico recupere o controle total sobre suas políticas de migração.

Mais de 3 anos após referendo do Brexit, Reino Unido deixa a União Europeia oficialmente nesta sexta
Do referendo à saída efetiva, entenda as etapas que concretizaram o Brexit
O Reino Unido depois do Brexit

Como parte da União Europeia, o Reino Unido era obrigado a seguir as regras acordadas por todos os seus 28 países-membros. Por exemplo, um dos princípios básicos da UE é o do “mercado único”, que consiste em permitir a livre circulação de mercadorias, serviços, capitais e pessoas.
Desde sua entrada em vigor, em 1993, “os cidadãos europeus podem viver, trabalhar, estudar ou fazer negócios livremente” em qualquer outro Estado da UE.
Como resultado, o saldo líquido migratório anual da UE para o Reino Unido atingiu o ponto mais alto durante o primeiro trimestre de 2015, com 219 mil chegadas. Desde o plebiscito, no entanto, esse número caiu para 48 mil, no segundo trimestre de 2019.

Ao mesmo tempo, milhares de cidadãos britânicos se beneficiaram dessa política e imigraram para outros países da UE.
Por exemplo, a maior comunidade de britânicos na UE está na Espanha, onde vivem cerca de 250 mil. Mais de um terço tem mais de 65 anos, pois o sol e um clima mais ameno fazem do país um destino atraente para se aposentar. Os custos de vida, normalmente mais baixos, também pesam na decisão.
Todos esses imigrantes britânicos e europeus têm livre circulação garantida até 31 de dezembro de 2020, quando termina o chamado ‘período de transição’.
Até lá, a previsão é que o Reino Unido e a União Europeia tenham negociado os termos de sua futura relação.
Regras continuam as mesmas para brasileiros que venham ao Reino Unido para visitar, estudar ou trabalhar — Foto: Getty Images/BBC
Regras continuam as mesmas para brasileiros que venham ao Reino Unido para visitar, estudar ou trabalhar — Foto: Getty Images/BBC

E os brasileiros?

Mas o que muda para os brasileiros que querem ir ao Reino Unido para fazer turismo, estudar ou trabalhar?
Nada. A livre circulação de pessoas se aplica apenas a cidadãos e países da UE com acordos especiais como Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Os chamados extracomunitários, ou seja, que não fazem parte da UE, estavam e continuam sujeitos a outras regras.
Por exemplo, muitos dos países europeus são signatários do Acordo de Schengen. Essa convenção garante livre circulação de pessoas, sem controle nas fronteiras.
É por isso que, por exemplo, quando um brasileiro entra na Europa pela França a turismo, não costuma passar novamente pela imigração na Alemanha, Portugal ou em qualquer outro dos 26 países que fazem parte do chamado ‘espaço Schengen’.
Mas não no Reino Unido.
Os britânicos sempre preferiram ficar de fora deste acordo e impor os requisitos para a entrada de pessoas em seu país a seu critério.
Atualmente, os brasileiros não precisam de visto de turismo para visitar um país Schengen ou o Reino Unido. No primeiro caso, a estadia não pode extrapolar três meses. No segundo, seis.
Em relação aos vistos de trabalho, cada país europeu concede o seu próprio sob critérios diferentes. É por isso que alguém com visto de trabalho para a Suécia só pode trabalhar na Suécia.
O mesmo vale para vistos de estudo por períodos superiores a três meses: alguém com um visto de estudo para a Bélgica só pode estudar na Bélgica. Nos dois casos, seu visto permitirá que você viaje livremente pelo espaço Schengen, mas não realize essas atividades.
E o Reino Unido? Como já regulamentava os vistos por si só, nada mudará para cidadãos de fora da UE, como os brasileiros, que terão que continuar pedindo para estudar e trabalhar lá.
Já os brasileiros com cidadania europeia terão até o fim do período de transição (31 de dezembro de 2020) para poder vir ao Reino Unido para estudar ou trabalhar livremente. Depois dessa data, ainda não estão claras quais serão as regras.
Taxa de emprego está a nível recorde no Reino Unido — Foto: Getty Images/BBC
Taxa de emprego está a nível recorde no Reino Unido — Foto: Getty Images/BBC

O Brexit mudará os requisitos para estudar no Reino Unido?

O Brexit, e os termos acordados durante o período de transição, afetarão apenas os cidadãos da UE.
Os britânicos e os europeus darão início agora a negociações por um amplo acordo que definirá todos os aspectos da relação entre o país e o bloco. Não se sabe ainda como será esse acordo. O certo é que o Reino Unido, tanto o setor privado quanto o público, tem uma grande dependência de mão de obra estrangeira.
Por exemplo, o Serviço Nacional de Saúde (NHS) já tinha um problema de falta de mão de obra antes do plebiscito. Isso foi agravado pela saída de mais de 10 mil funcionários europeus após a votação de 2016.
Boris Johnson anunciou visto expresso para cientistas — Foto: Getty Images/BBC
Boris Johnson anunciou visto expresso para cientistas — Foto: Getty Images/BBC
Outro setor que será afetado é o de restaurantes e hotéis, que, segundo as estimativas dos empregadores, precisarão contratar cerca de 60 mil britânicos a cada ano para cobrir a lacuna deixada pelos europeus quando o período de transição terminar.

Será uma tarefa complicada. Atualmente, o desemprego no Reino Unido é de apenas 3,8% e a taxa de emprego atinge um nível recorde: 76,3%. A demanda por trabalhadores é tão alta que há imigrantes que conseguem um emprego no setor formal que acabaram de chegar e sem falar inglês.

É por isso que muitos empregadores estão preocupados que o fluxo de trabalhadores europeus continue a diminuir, como aconteceu nos últimos quatro anos.
Segundo o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, isso não será um problema, porque seu governo vai implementar uma política de migração por um sistema de pontos como o já usado pela Austrália e que, em sua opinião, será “mais justo”.

O Reino Unido tem uma grande comunidade de imigrantes — e não apenas europeus.
As maiores, de acordo com dados de 2018, são de poloneses e indianos, cada um desses grupos representando 8,9% dos residentes estrangeiros no Reino Unido, seguidos por paquistaneses (5,7%) e romenos (4,2%).

Alguns partidários do Brexit descreveram como injusta a diferença de tratamento dada a esses diferentes grupos.
Embora poloneses e romenos possam entrar livremente no Reino Unido para procurar trabalho, indianos e paquistaneses devem atender aos requisitos e restrições para obter um visto, como: ter uma oferta de emprego por um salário superior ao mercado ou ter treinamento em um determinado setor.
Maior comunidade de britânicos fora do Reino Unido na Europa está na Espanha — Foto: Getty Images/BBC
Maior comunidade de britânicos fora do Reino Unido na Europa está na Espanha — Foto: Getty Images/BBC

Atrair ‘os melhores talentos’

Johnson sugeriu que uma queda no número de trabalhadores europeus pode ser compensada com medidas que facilitam a imigração de outras regiões do planeta.
“Ao priorizar pessoas em vez de suas nacionalidades, teremos a capacidade de atrair os melhores talentos de todo o mundo, onde quer que estejam”, disse ele na segunda-feira, anunciando um visto expresso para cientistas que entrará em vigor em 20 de fevereiro.

Já nos últimos anos, essa tendência de substituir a imigração europeia pela de fora do bloco começou a aparecer nas estatísticas.
Embora o saldo líquido anual de migração dos cidadãos da UE tenha caído após o plebiscito, o dos cidadãos de fora do bloco aumentou.
Em março de 2016, esse saldo era de 168 mil. Em junho de 2019, havia crescido 36%, para 229 mil.
O saldo migratório inclui pessoas de todas as idades (e ocupações, podem ser turistas) — ele representa a diferença entre os que chegam e os que saem.
Londres é uma das cidades onde há maior demanda por estrangeiros — Foto: Getty Images/BBC
Londres é uma das cidades onde há maior demanda por estrangeiros — Foto: Getty Images/BBC

Os brasileiros que querem trabalhar no Reino Unido se beneficiarão disso?

Sob a ótica do mercado de trabalho, é mais importante observar quantos estrangeiros solicitaram o número da previdência social no Reino Unido, necessário para poder trabalhar.
Entre setembro de 2018 e setembro de 2019, o número de cidadãos fora da UE que solicitaram esse documento cresceu 50%, para 293 mil pessoas, de acordo com o Escritório Nacional de Estatística do Reino Unido (ONS), o IBGE britânico. Desse total, 37% vieram da Índia.
Entretanto, também foi registrado um aumento entre os latino-americanos. Os pedidos de cidadãos da América do Sul e América Central aumentaram de 10 mil para 15 mil e os da América do Norte, de 14 mil para 20 mil.
Como um dos centros financeiros mais importantes do mundo, Londres tem uma alta demanda por funcionários desse setor e muitos deles vêm do exterior.
Não existe nenhuma política específica para facilitar a imigração de brasileiros, mas podem haver medidas mais abrangentes que podem acabar, pelo menos, reduzindo as vantagens que os europeus tiveram sobre outras nacionalidades ao procurar emprego.
Cronologia do Brexit — Foto: BBC
Cronologia do Brexit
— Foto: BBC
Por exemplo, quando estudantes estrangeiros no Reino Unido se formam, o governo permite que continuem procurando trabalho, mas apenas por quatro meses. Esse prazo, agora, será estendido para dois anos, conforme anunciado pelo governo britânico no ano passado.
E se no final do período de transição, Johnson não negociar nenhum status especial de imigração na UE, a atratividade de contratar funcionários europeus (menos papelada e custo para a empresa) desapareceria.
Mas, como o próprio premiê ressalta, essas são medidas destinadas a atrair pessoal qualificado, com ensino superior e “as mentes mais talentosas do mundo”.
Brexit poderia melhorar as oportunidades de trabalho para brasileiros no Reino Unido? — Foto: Getty Images/BBC
Brexit poderia melhorar as oportunidades de trabalho para brasileiros no Reino Unido? — Foto: Getty Images/BBC

O que acontece então com as milhares de posições com ou sem pouco treinamento que precisarão ser preenchidas em setores como agricultura ou restauração?

Setores como a agricultura podem ser afetados após o Brexit, pois têm uma forte dependência do trabalho da UE, sobretudo de trabalhadores romenos, com menor qualificação.
“Embora seja importante atrair funcionários com alta qualificação, aqueles com baixa qualificação ainda estão em alta demanda pelas empresas”, disse à BBC Matthew Fell, diretor-chefe de política do Reino da Confederação da Indústria Britânica (CBI, na sigla em inglês). Ele criticou o governo por se concentrar demais em atrair “os mais brilhantes e os melhores”.
Setores como agrícola podem ser duramente afetados por Brexit — Foto: Getty Images/BBC
Setores como agrícola podem ser duramente afetados por Brexit
— Foto: Getty Images/BBC

Um ano atrás, Carolyn Fairbairn, diretora-geral da CBI, alertou para os riscos econômicos de não levar em consideração as necessidades da mão de obra não qualificada.
“Nossa economia depende muito, em setores absolutamente cruciais, dos chamados trabalhadores não qualificados. Por exemplo, em relação aos cuidados com os idosos…”, disse ela, em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”.

“É razoável querer reduzir o nível de imigração. Mas não devemos subestimar a escala de mudança que isso significaria para nossa economia e o imenso dano que isso causaria aos nossos padrões de vida e comunidades, se for feito muito rapidamente”.
Por enquanto, resta saber se o Reino Unido e a UE concordam com condições especiais para seus cidadãos. O Comitê Consultivo para Migração apresentou na última terça-feira (28 de janeiro) um relatório em que instou o governo a reduzir o montante de fundos exigidos de um requerente (como prova de que tem como se manter por um período) para a concessão de vistos e, acima de tudo, a ter um plano de imigração pronto para o dia seguinte ao Brexit.
REINO UNIDO
 UNIÃO EUROPEIA]

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/01/31/brexit-o-que-muda-para-quem-quer-visitar-estudar-ou-trabalhar-no-reino-unido-apos-saida-da-ue.ghtml

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AS IMPAGÁVEIS EXPRESSÕES FACIAIS DA REGENTE!!!!
UAAAAAUUU!!!

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Haja criatividade… rs

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Macrofotografia   sapo e borboleta
Uma visita surpresa no Reino dos Anfíbios​

Às vezes, olhar mais de perto é melhor do que ver o quadro geral, e certamente este é o caso quando se trata da força mais complexa, hipnotizante e inspiradora do planeta – a natureza. Neste artigo, vamos mergulhar profundamente no mundo natural, observando alguns dos detalhes mais preciosos e cativantes da natureza – seja o mundo animal ou as belas plantas e elementos que nos cercam. Todas essas 22 macrofotografias revelarão a beleza oculta e surpreendente da natureza para você, com um olhar novo e muito mais próximo.
Macrofotografia da natureza casal de joaninhas
Que casal encantador!
Macrofotografia da natureza  pequena rã laranja
Preparando-se para o grande salto
Macrofotografia da natureza  borboletas pousadas numa flor
Um jantar em família
Macrofotografia da natureza  bicho preguiça na árvore
Mais um dia calmo para esta preguiça
Macrofotografia da natureza  flor
É assim que uma abelha vê uma flor!
Macrofotografia da natureza  cavalo
A fascinante tonalidade do olho de um cavalo
Macrofotografia da natureza  orvalho em dentes de leão
Gotas de orvalho em um dente-de-leão
Macrofotografia da natureza  libélula
A sempre ocupada libélula
Macrofotografia da natureza  pena
Uma pena vista bem de perto
Macrofotografia da natureza  esquilo
O que será que atraiu a atenção deste esquilinho?
Macrofotografia da natureza  borboleta
A graciosa borboleta
Macrofotografia da natureza  cobras verdes
Vamos nos enturmar!
Macrofotografia da natureza  pingo, gota
Apenas uma gota no oceano
Macrofotografia da natureza  joaninha
Decolando!
Macrofotografia da natureza  coelhinho
Há poucas coisas mais fofas do que um bebê coelhinho
Macrofotografia da natureza  a lágrima do elefante
Bem de perto, você pode ver a lágrima de um elefante

(não sabemos se a secreção deles tem a mesma motivação que nossas lágrimas… supomos… mas nunca li sobre isso…)
Macrofotografia da natureza  libélula azul
Uma flor é uma floresta inteira para uma libélula
Macrofotografia da natureza  gora de orvalho
 Se você olhar de perto, uma gota de orvalho é uma obra-prima …

https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=15294

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