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Archive for 26 de agosto de 2019

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“Eu sou do futuro”

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Resultado de imagem para Kalah
Semeadura lúdica
História, características e regras dos jogos “Mancala”.


Luiz Dal Monte Neto
No final do ano passado, um grande banco distribuiu à alguns clientes um brinde original. Era uma versão em madeira de um tipo de mancala – nome genérico para centenas de jogos que utilizam equipamentos semelhantes e que, apesar das particularidades, têm muitos pontos em comum. Os mancalas são tão populares no continente africano quanto o dominó, o truco e a sinuca no Brasil. Porém, entre nós, ainda são pouco conhecidos, o que conferiu ao brinde um ar exótico. Todas as formas de mancala descendem provavelmente de algum antepassado comum, originado no Egito quase 2000 anos antes de Cristo. A grande variedade de tipos e a enorme área geográfica pela qual o jogo se espalhou tornam mais difícil estabelecer uma interpretação definitiva de como teria se processado sua difusão. De qualquer modo, os estudiosos distinguem três fases: na primeira, a partir do vale do Nilo, ele teria sido levado para o resto do continente africano e para o Oriente; na segunda, já nos séculos VII e VIII, ele se expandiu juntamente com o islamismo; finalmente, na terceira, trazidos pelos escravos africanos, os mancalas atingiram as Américas. Atualmente são praticados em toda a África, no sul da Ásia, nas Américas e em boa parte da Oceania.
É notável, se levarmos em conta o momento de seu provável surgimento, que uma cultura tenha sido criado um jogo que não dependia do azar, numa época em que as superstições imperavam e eram comuns as praticas de adivinhação baseadas em métodos aleatórios. Todo o ambiente era favorável ao surgimento de jogos que utilizassem dados, varetas ou qualquer outro elemento que imprimisse o acaso no resultado da partida. Tanto isso é verdade, que alguns dos mais antigos jogos conhecidos são desse tipo, como é o caso do Senet e do Jogo Real de Ur (SUPERINTERESSANTE número 12, ano 4).

Isso não quer dizer que os macalas não tivessem, originalmente, algum conteúdo religioso. Ainda hoje muitas tribos não ousam praticá-lo após o pôr-do-sol, pois acreditam que espíritos ancestrais seriam atraídos pela vontade de jogar e, antes do amanhecer, partiriam levando as almas dos jogadores. No Suriname, o mancala ainda guarda uma função ritual que sugere muito daquilo que outrora ele possa ter representado: quando morre alguém, joga-se para distrair o espírito do morto durante a vigília.

Na edição de dezembro de 1989 de SUPERINTERESSANTE (número 12, ano 3) os leitores conheceram uma modalidade de mancala chamada awelé. Agora é a vez do kalah, variante típica do norte da África, principalmente da Argélia. Os tabuleiros dos mancalas nada mais são que uma serie de cavidades feitas num pedaço de madeira ou pedra, ou simplesmente escavadas no chão. Alguns são belissimamente esculpidos, autenticas obras de arte.

Para jogar kalah, o leitor terá de reproduzir o esquema para improvisar e colar forminhas para doces numa bandeja, usando fita adesiva, mas é claro que um tabuleiro bem feito dará um maior prazer de jogar. As peças dos mancalas são tradicionalmente sementes ou pequenas conchas, mas até pedaços de excremento seco de Camilo são usados em certas regiões. No kalah usam-se 36 sementes.

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IMAGINEI UMA SUCATA QUE FICA EXATAMENTE AO TABULEIRO
EM QUE JOGAMOS NA FACULDADE:
UMA CAIXA DE OVOS.
COLAR OS “KALAS” NAS EXTREMIDADES… DE OUTRO MATERIAL OU DA CAPA DA CAIXA DE OVOS, DEVIDAMENTE CORTADA…
VOU FAZER UM TABULEIRO ASSIM PARA MIM… RSRSRSRS


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O jogo é para dois participantes. Antes de iniciar a partida, eles devem pôr três sementes em cada cavidade – chamada “casa”. As duas maiores, nas extremidades – as “casas de acumulação” ou “kalahs” – ficam vazias. O território de cada jogador é composto pelas seis casas do lado dele, mas a casa de acumulação. Cada um faz uma jogada por vez, que consiste em pegar todas as sementes da qualquer cavidade de seu próprio território – mas nunca do kalah – e “semeá-las” uma em cada buraco, no sentido anti-horário, incluindo o kalah próprio.

Nunca se semeia no kalah adversário. Sempre que a ultima semente semeada cai no kalah, o jogador tem o direito de fazer um novo lance em seguida. Ocorre captura quando a ultima semente cai numa casa vazia do seu próprio território. Neste caso, o jogador paga todas as sementes que estiverem na casa oposta, no território do adversário, e as coloca no seu kalah, junto com a semente que fez a captura.

Uma jogada só termina quando a ultima peça semeada cair em qualquer casa ocupada (exceto kalah), ou numa casa vazia do território oponente ou quando houver captura. A partida prossegue até que todas as peças sejam capturadas, ou um dos jogadores fique sem sementes – situação em que o adversário pega todas as peças remanescentes para si. Vence o jogo quem tiver mais peças no kalah.
Luiz Dal Monte Neto é arquiteto e designer de jogos e brinquedos

. https://super.abril.com.br/comportamento/semeadura-ludica/
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DE OUTRA FONTE:

Mancala é uma designação genérica dada pelos antropólogos a um grupo muito numeroso de jogos cultivados na África, que guardam entre si diversas semelhanças. Estudiosos já identificaram mais de 200 diferentes “famílias” de mancalas! E todas elas parecem ter uma origem comum no Egito, há cerca de 3500 a 4 mil anos.
O que mais me surpreende nos mancalas é a sua mecânica inteiramente dependente do raciocínio.

Conforme a região onde é jogado, o mancala é conhecido por um determinado nome. Wari, no Sudão, Gâmbia, Senegal e Haiti; Aware, no Burkina, ex-Alto Volta; Adi, no Benin, ex-Daomé; Baulé, na Costa do Marfim, Filipinas e Ilhas Sonda; Ayo, na Nigéria, são apenas alguns poucos exemplos. No Brasil, os escravos que o trouxeram o chamavam de Adi. Uma das modalidades mais praticadas na costa ocidental da África é o Wari, que tem uma variação chamada Awelé. É esta modalidade que apresentarei ao leitor em seguida.
Os mancalas são praticados em geral sobre tabuleiros de madeira, que contém duas ou mais fileiras de concavidades alinhadas (casas). A quantidade de fileiras, bem como a quantidade de casas depende do tipo de mancala. As peças são tradicionalmente sementes secas ou pequenas conchas.

Para o leitor experimentar o prazer de jogar Awelé, será preciso, portanto, providenciar esses componentes. O ideal seria arrumar um bonito pedaço retangular de madeira, com mais ou menos 14 centímetros de largura, 50 centímetros de comprimento e 2 centímetros de espessura, e nele escavar as concavidades. Se isso não for possível, podem-se providenciar quatorze recipientes (como, por exemplo, forminhas metálicas para doces) e fixá-las numa bandeja com fita adesiva, de acordo com o diagrama. Uma alternativa radicalmente rápida (porém não muito pratica, como se verá depois) consiste em desenhar num cartão a em tamanho natural e jogar em cima do desenho. Uma solução mais rural seria a utilizada pelos garotos africanos, que simplesmente escavam seus tabuleiros no chão. Esta ultima alternativa, inclusive, só reforça a bonita metáfora da semeadura que os mancalas propõem, além de ser uma boa solução para se jogar na praia. Para as peças o leitor pode utilizar grãos de feijão, ou, melhor, sementes de tremoços. A quantidade de peças também veria de acordo com o tipo de mancala, mas para o Awelé o leitor precisará de 48 sementes.

O Awelé é para dois jogadores e o objetivo é capturar o máximo de sementes. A preparação para o jogo consiste em colocar quatro sementes em cada um dos buracos (casas). Cada jogador fica diante de uma fileira de seis casas, que constituirão o seu “campo”. As duas concavidades maiores, nas extremidades do tabuleiro, não são usadas no jogo propriamente dito, mas servem para os jogadores colocarem as sementes capturadas.

Os jogadores se alternam, fazendo um lance por vez. A cada vez de jogar, o jogador deve pegar todas as sementes de uma casa não vazia do seu campo e reparti-las, “semeando-as” pelas casas seguintes, uma peça em casa. Para tanto as dozes casas do tabuleiro são consideradas como se formassem um círculo, que deve ser percorrido sempre no sentido anti-horário. Se o número de sementes a ser semeado for maior que onze, dá-se uma volta completa pelo tabuleiro, pula-se a casa de partida sem deixar ali nenhuma peça e prossegue-se repartindo as restantes pela casas seguintes. Feito isso, a vez passa para o adversário.

Para capturar sementes é preciso que a ultima casa onde o jogador semeou satisfaça duas condições:

1) pertença ao campo adversário;
2) contenha duas ou três sementes, já contando com aquela recém semeada. Neste caso, o jogador pega para si as sementes dessa casa e também as da casa precedente, desde que ela também satisfaça as suas condições.

E também as da segunda precedente e assim por diante, até chegar a uma casa que não mais satisfaça às condições, quando então se encerra a jogada. As peças capturadas são retiradas do jogo e postas num dos buracos das extremidades do tabuleiro.

Há uma regra muito importante e inusitada: o jogador não pode deixar o adversário sem sementes em seu campo. Se isso ocorrer, o jogador deverá “dar de comer” ao adversário, como dizem tradicionalmente, fazendo uma jogada que recoloque sementes no campo dele, desde que isso seja possível num único lance. Caso contrário, a partida termina e o jogador pega para si todas as sementes que restaram no seu campo. A partida também se encerra se restarem tão poucas sementes sobre o tabuleiro que nenhuma captura seja mais possível. Neste caso, essas peças não ficam com ninguém. Tanto num caso como no outro o vencedor será aquele que tiver capturado mais sementes.
Bom divertimento!

. https://super.abril.com.br/comportamento/jogo-mancala/
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48 peças (sementes ou pedrinhas)
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Uau!
1001 tipos… rsrs delícia jogar isso!!!


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Resultado de imagem para Gif boa noite queridos amigos

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