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Archive for 9 de agosto de 2019

Ostra gigante de 25 centímetros e 1,4 kg foi encontrada na França neste mês — Foto: Handout/Viviers de la Guittière/AFP
Ostra gigante de 25 centímetros e 1,4 kg foi encontrada na França neste mês — Foto: Handout/Viviers de la Guittière/AFP

Um funcionário da fazenda de ostras de Talmont-Saint-Hilaire, na costa atlântica da França, encontrou um gigantesco exemplar de 1,4 kg e 25 centímetros de comprimento, que batizou de “Georgette”, em homenagem a outra trabalhadora do local.
“Estava trabalhando no canal de navegação quando senti algo no pé. Fui pegá-lo e era esta ostra enorme”, explicou à AFP Mathiew Naslin, que encontrou o molusco no último 2 de agosto. A ostra, que tinha entre 13 e 15 anos, foi devolvida à água.
“Uma ostra normal cresce cerca de três centímetros por ano e fica três anos na água. Mas está provado que pode viver entre 35 e 50 anos. Estimamos a idade pelas estrias da concha”, explicou o ostricultor.
Em abril, outro exemplar de 1,3 kg e 27 centímetros foi encontrado em uma fazenda próxima. “É extremamente raro”, afirmou Naslin. “Não duvido de que em alto-mar haja outras [deste tamanho], mas em nossos criadouros é inesperado”, acrescentou.
Georgette é comestível, mas o objetivo do criadouro é “conservá-la viva e, por que não, fazer com que engorde ainda mais. É um troféu”.

Pesquisadora é surpreendida por água-viva gigante durante mergulho

. https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/08/09/ostra-gigante-de-14-kg-e-encontrada-na-costa-atlantica-da-franca.ghtml
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O baterista Saul Dreier, de 94 anos, aqui em uma foto de 2017, em frente ao Portão de Brandenburgo, em Berlim. — Foto: Fabrizio Bensch/Reuters
O baterista Saul Dreier, de 94 anos, aqui em uma foto de 2017, em frente ao Portão de Brandenburgo, em Berlim. — Foto: Fabrizio Bensch/Reuters

Saul Dreier, um “jovem” de 94 anos – como ele mesmo se chama – é um polonês sobrevivente do Holocausto que, há cinco anos, fundou a Holocaust Survivor Band. Na próxima terça-feira (13), às 20h, no auditório do Anhembi, em São Paulo, o baterista único vai se apresentar pela primeira vez no Brasil.
Em 2014, Saul, então com 89 anos, passava a maior parte do tempo em casa, na Flórida, e não viajava muito. A esposa, Clara, estava doente. Certo dia, enquanto passava o tempo no computador, ele leu sobre a história de Alice Herz-Sommer, pianista judia que havia sobrevividoaos campos de concentração nazistas. Ela tocou o instrumento até falecer, aos 110 anos.

O polonês resolveu, ali, que montaria uma banda de sobreviventes do Holocausto.
Aos 89 anos, Saul resolveu montar uma banda de klezmer. Hoje, aos 94, faz shows ao redor do mundo. — Foto: Reprodução/Facebook Saul Dreier
Aos 89 anos, Saul resolveu montar uma banda de klezmer. Hoje, aos 94, faz shows ao redor do mundo. — Foto: Reprodução/Facebook Saul Dreier

“Você está maluco?” foi o que a esposa, Clara, com quem era casado fazia 55 anos, conseguiu dizer.
Ouviu o mesmo do rabino da sinagoga que frequentava em Boca Raton, na Flórida.
“Você tem 89 anos. Pra que precisa disso? Você está maluco?”
Saul até pensou mesmo que estava. “Se minha esposa diz que estou maluco, e meu rabino diz que estou maluco, então eu pensei… talvez eu esteja maluco!”
Mas ele não se deixou abalar. Dias depois, foi uma loja de instrumentos, comprou uma bateria e levou para casa. Disse à esposa que tinha um presente para ela.
Clara respondeu: “Ou você vai [embora] ou a bateria vai.”
Saul e a esposa, Clara, falecida em 2016. — Foto: Arquivo pessoal
Saul e a esposa, Clara, falecida em 2016. — Foto: Arquivo pessoal

Nem ele, nem a bateria foram a lugar algum; ou, melhor, foram a vários. Aos poucos, ele foi montando a orquestra que queria, com músicos que encontrava por meio da sinagoga ou eram recomendados pelo rabino. Também inclui filhos e netos dos sobreviventes do nazismo.

Às vezes, quando viaja, leva um ou dois músicos com ele. Seu repertório é de música klezmer, estilo judaico típico da Europa Oriental antes da guerra.
Começou tocando na própria sinagoga e logo recebeu convites para ir a outras cidades, como Miami e Las Vegas. Visitou vários estados americanos e outros países, como IsraelPolônia Alemanha. Também foi a Auschwitz.
Saul Dreier, em foto de 2017, em frente ao Portão de Brandemburgo, em Berlim. — Foto: Fabrizio Bensch/Reuters
Saul Dreier, em foto de 2017, em frente ao Portão de Brandemburgo, em Berlim. — Foto: Fabrizio Bensch/Reuters

“O céu se abriu. Shows, pessoas, entrevistas, jornais, televisão. O que aconteceu comigo em quase cinco anos? Eu me tornei uma celebridade!”

E virou mesmo: Saul já deu entrevista a vários veículos da imprensa internacional, como a BBC, a rede americana de televisão PBS, o “New York Times” e “Times of Israel”.
Quando viaja, leva uma mensagem de paz – e de lembrança, para que outros não esqueçam do que viveu.

LEIA BEM MAIS… INTERESSANTE… CLIC:

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/08/09/baterista-de-94-anos-que-sobreviveu-ao-holocausto-faz-show-em-sp-e-o-que-me-mantem-vivo.ghtml
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Saul começou a marcar as batidas das músicas com colheres, em um campo de concentração na Polônia. — Foto: Reprodução/Facebook
Saul começou a marcar as batidas das músicas com colheres, em um campo de concentração na Polônia. Foto: Reprodução/Facebook

“Havia um cantor que costumava cantar em uma sinagoga em Cracóvia. Eu tinha duas colheres e fazia a batida”, conta.

O polonês calcula ter perdido entre 25 e 30 membros da família para o nazismo. Só ele, uma tia e uma prima sobreviveram — as duas tinham sido incluídas em uma das listas de Schindler e mandadas ao campo de Brünnlitz, na Tchecoslováquia (em uma área que hoje é a República Tcheca).
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Depois da guerra, Saul passou um tempo em um campo para pessoas deslocadas pela guerra, onde também tocou bateria. — Foto: Reprodução/Facebook Saul Dreier
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Saul faz sua primeira apresentação em São Paulo nesta terça (13). — Foto: Arquivo pessoal/Sylvia Kahana
Saul faz sua primeira apresentação em São Paulo nesta terça (13). — Foto: Arquivo pessoal/Sylvia Kahana

“Eu toco bateria porque eu amo tocar música. Eu amo música. Tocar bateria me mantém vivo”, declara.

A apresentação de Saul será parte do show beneficente anual da Ten Yad, no Anhembi, na Zona Norte de São Paulo. Os ingressos estão à venda.

. https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/08/09/baterista-de-94-anos-que-sobreviveu-ao-holocausto-faz-show-em-sp-e-o-que-me-mantem-vivo.ghtml
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novo tratamento para eliminar moscas volantes

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