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Archive for 7 de maio de 2019

Ezra Miller

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O que é Camp?

O baile que reúne a nata de Nova York e as maiores estrelas da moda, cinema, música e televisão americana é inspirado na exposição de primavera do Met, este ano sob o tema “Camp: notas sobre moda”. Mas todos se perguntam o que é camp.

Camp é uma estética exuberante, caracterizada pela ironia, o humor, o pastiche, o artifício, a teatralidade e o exagero, segundo o próprio Met. O camp combina sem diferenças cultura popular e elevada, original e réplica.

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Janelle monae e Ezra miller met gala
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Crise? Para quem?

Lady Gaga faz performance no tapete vermelho do Baile de Gala do Met, em Nova York (EUA), ao mostrar produção em várias 'camadas' — Foto: Jamie McCarthy /Getty Images North America/AFP

Lady Gaga faz performance no tapete vermelho do Baile de Gala do Met, em Nova York (EUA), ao mostrar produção em várias ‘camadas’ — Foto: Jamie McCarthy /Getty Images North America/AFP

Quem melhor que Lady Gaga para desafiar, escandalizar e arrancar sorrisos nesta segunda-feira no famoso baile de gala do Museu Metropolitano de Nova York?
A atriz e cantora americana não decepcionou e roubou a cena com um vestido fúcsia de cauda quilométrica.
Lady Gaga apareceu com uma espécie de vestido balão fúcsia de Brandon Maxwell com oito metros de cauda, acompanhada por um cortejo de homens de smoking com guarda-chuvas.
Como uma stripper, Lady Gaga foi se transformando no tapete vermelho até ficar apenas com lingerie preta e brilhante, meias arrastão e vertiginosas botas plataforma.
Katy Perry no baile Met Gala 2019 — Foto: Reuters/Andrew Kelly

Katy Perry no baile Met Gala 2019 — Foto: Reuters/Andrew Kelly
Katy Perry brilhou literalmente com uma espécie de vestido candelabro repleto de luzes e cristais.
Cardi B apareceu com um vestido justo carmesim de Thom Browne que acentuava suas curvas, com 30 mil plumas e brilhos sobre o peito e uma imensa cauda circular, que exigiu mais de 2 mil horas de trabalho de 35 pessoas.
A atriz Lupita Nyong’o, com um grande penteado afro, parecia que sairia voando do Met com suas mangas de borboleta fluorescentes.
A cantora Janelle Monae surpreendeu com um vestido preto, rosa, branco e vermelho que recordava uma pintura cubista, com um olho egípcio sobre um seio e uma torre de chapéus que pareciam a ponto de cair.


O que é Camp?

O baile que reúne a nata de Nova York e as maiores estrelas da moda, cinema, música e televisão americana é inspirado na exposição de primavera do Met, este ano sob o tema “Camp: notas sobre moda”. Mas todos se perguntam o que é camp.

Camp é uma estética exuberante, caracterizada pela ironia, o humor, o pastiche, o artifício, a teatralidade e o exagero, segundo o próprio Met. O camp combina sem diferenças cultura popular e elevada, original e réplica.

A estética aparece, por exemplo, nos Crocs fúcsia com plataforma da Balenciaga, com broches da Torre Eiffel, uma bandeira da Itália e o símbolo da paz, inspirados nas famosas plataformas multicoloridas de Salvatore Ferragamo dos anos 70.
Saoirse Ronan no tapete vermelho do Met Gala — Foto: ANGELA WEISS / AFP

Saoirse Ronan no tapete vermelho do Met Gala — Foto: ANGELA WEISS / AFP
Outro exemplo é a canção “Over The Rainbow” de Judy Garland, hino camp que toca no local da exposição. Quem encarna a melhor definição de “camp”, segundo o museu, é o escritor Oscar Wilde, assim como Alexandre Magno, Leonardo da Vinci, Bette Midler, David Hockney e Luís XV.
Camp “é a liberdade de ser como você quiser”, disse nessa segunda-feira o estilista da Gucci, Alessandro Michele, na apresentação da exposição para imprensa. É o resultado “da própria expressão e criatividade”.

O baile, que ocorre na primeira segunda-feira de maio, é conhecido como o “Oscar da Costa Leste” e está aberto a apenas 550 eleitos, que pagam US$ 35 mil cada um, ou até US$ 300 mil por uma mesa.
O camp reaparece em momentos de instabilidade social, política e econômica, como nos anos 60 ou na era atual, quando a sociedade está polarizada, porque “é por natureza subversivo” e “confronta e desafia o status quo”, disse Andrew Bolton, curador do Instituto de Indumentária do Met.
A escritora e filósofa Susan Sontag foi a primeira e refletir seriamente sobre o “camp” em um ensaio em 1964, outorgando uma gramática própria e fazendo o termo ultrapassar os limites da sociedade para a cultura dominante.
“O gosto camp é principalmente um modo de aproveitamento, de apreciação, não de julgamento. O camp é generoso”, escreveu Sontag em uma de suas 58 reflexões sobre o que é camp.
“Camp é um local de debate mais do que um consenso”, mas “no final, o propósito do camp é colocar um sorriso em nossos rostos e um brilho quente em nossos corações”, disse Bolton.
Harry Styles chega ao Baile de Gala do Met nesta segunda-feira (6), em Nova York (EUA) — Foto: Dimitrios Kambouris/Getty Images North America/AFP

Harry Styles chega ao Baile de Gala do Met nesta segunda-feira (6), em Nova York (EUA) — Foto: Dimitrios Kambouris/Getty Images North America/AFP


https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2019/05/07/camp-estetica-exuberante-leva-humor-e-exagero-ao-baile-de-gala-do-met.ghtml

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Desembargador do TRF-1 libera licitação do STF para compra de vinhos e lagosta
Magistrado atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União. Decisão diz que licitação não lesa moralidade administrativa.



O vice-presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), o desembargador federal Kassio Marques, liberoulicitação do Supremo Tribunal Federal (STF) para a compra de bebidas, entre elas vinhos, e refeições, incluindo lagosta.
A decisão do desembargador, assinada nesta segunda-feira (6), mas divulgada na manhã desta terça, cassou a decisão liminar da mesta data, da juíza Solange Salgado, da 1ª Vara Federal em Brasília, que havia suspendido a licitação.
O pregão eletrônico da Corte prevê compra pelo “menor preço” de empresa especializada para fornecimento de refeições, no valor total de R$ 1,13 milhão. A licitação foi aberta no dia 26 de abril. Entre os itens listados estão uísque 18 anos, vinhos premiados, além de refeições como lagosta e carré de cordeiro.
Na decisão, o desembargador considerou que a licitação não é “lesiva à moralidade administrativa”. A juíza que suspendeu a compra afirmou que a licitação afrontava o princípio da moralidade administrativa.
“Nesse contexto, em sentido diametralmente oposto ao quanto entendido pelo Juízo de base, desaprovo a ideia de que a contratação dos serviços em análise tenha o condão de vulnerar a precípua competência do STF, que é a de guardar a Constituição”, afirmou o desembargador na decisão.
O juiz federal afirmou na decisão que não se trata de fornecimento ordinário de alimentação aos ministros do STF, mas se destina a “qualificar o STF a oferecer refeições institucionais às mais graduadas autoridades nacionais e estrangeiras, em compromissos oficiais nos quais a própria dignidade da Instituição, obviamente, é exposta”.
Na decisão, Marques cita ainda eventos previstos para 2019, como justificativa para a liberação da compra, tais como eventos setoriais do Mercosul, a cúpula do BRICS, o recebimento de Chefes de Poderes, Chefes de Estados estrangeiros e Juízes de Cortes Constitucionais de todos o mundo.
O desembargador afirmou, ainda, que a decisão que suspendeu a licitação sugere a ideia de que no STF “são concebidos atos com desvio de finalidade”, o que não caberia no caso.
“A licitude e a prudência com que se desenvolveu o processo licitatório desautorizam tal ideia, que reflete uma visão distorcida dos fatos, nutrida por interpretações superficiais e açodadas, daí se justificando o acionamento da excepcional jurisdição plantonista para que, imediatamente, se afaste a pecha indevidamente atribuída ao STF”, escreveu Marques.

O juiz disse também que é de competência do Supremo avaliar a conveniência sobre os próprios atos.
“O que não me parece pertinente é a indevida usurpação da prerrogativa, que compete à Administração, de avaliar a conveniência de seus próprios atos, revogando-os, até, se assim entender adequado.”
Além de permitir o andamento da licitação e eventual assinatura de contrato com a empresa vencedora do pregão eletrônico, o juiz definiu que cabe à 8ª Vara da Justiça Federal de Brasília decidir sobre ações que tratam do tema, uma vez que cuidou da primeira ação que contestou a compra.
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL


https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/05/07/juiz-do-trf-1-libera-licitacao-do-stf-para-compra-de-vinhos-e-lagosta.ghtml
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K i m c h i

alimentos fermentados

Todos os alimentos fermentados, mas especialmente o kimchi, um prato fermentado nativo da culinária coreana, são grosseiramente subestimados e muitas vezes negligenciados, mas na verdade são um dos alimentos mais saudáveis a serem incluídos em sua dieta. Sendo rico em todas as coisas boas, como probióticos, fibras, vitaminas e antioxidantes, mas extremamente pobre em gordura e açúcar, o kimchi tem um conteúdo nutricional muito singular.
Além disso, o kimchi também foi encontrado para melhorar uma variedade de condições de saúde, como diabetes e hipertensão, entre muitos outros. Saiba mais sobre os benefícios para a saúde deste interessante prato abaixo.
O que é o Kimchi?


O kimchi é um elemento essencial da culinária coreana. Ele pode atuar como um ingrediente em uma receita, mas na maioria das vezes é servido como acompanhamento. O kimchi é geralmente feito de repolho fermentado, mas outros vegetais fermentados, como rabanetes, também podem ser usados como base do kimchi.
Existe uma variedade de preparações e receitas, por isso pode parecer bem diferente, com a foto acima, que ilustra apenas algumas dessas variações. Hoje, o kimchi tornou-se um alimento difundido em todo o mundo, com muitos supermercados e lojas especializadas asiáticas vendendo várias marcas de kimchi em todo o mundo.
Ainda assim, a maioria dos coreanos prepara seu próprio kimchi em casa, e você também pode seguir essa receita muito fácil de kimchi. A vantagem de preparar o seu próprio kimchi é que você pode ajustar o gosto dele ao seu gosto, e geralmente é muito mais barato fazer o seu próprio kimchi. Mas antes de preparar este delicioso prato, recomendamos que você aprenda sobre seus fatos nutricionais e benefícios à saúde.
Valor nutricional
alimentos fermentados

O Kimchi é um alimento com baixo teor de gordura e baixo teor calórico, rico em fibras, vitamina A, vitamina C e probióticos e antioxidantes essenciais. O gráfico abaixo mostra seu valor nutricional. Como você pode notar, o kimchi é bastante salgado, por isso não é recomendado comer mais do que uma porção por dia. Mas como geralmente é comido como acompanhamento, a maioria das pessoas não come muito de qualquer maneira.
Devido ao seu alto conteúdo em antioxidantes e probióticos, o kimchi está associado a uma variedade de benefícios para a saúde, com a pele limpa, um sistema imunológico forte e baixos níveis de colesterol sendo apenas alguns. Uma lista do valor nutricional do kimchi pode ser encontrada na figura acima.
alimentos fermentados

Conforme relatado por um estudo coreano, o kimchi pode reduzir os níveis de colesterol total e, especificamente, o colesterol LDL (ruim). Os pesquisadores concluíram que comer kimchi regularmente pode ajudar a normalizar os níveis de colesterol e até mesmo diminuir o risco de desenvolver aterosclerose.
Os cientistas sugerem que a fermentação, assim como a alicina, um composto contido no alho, que é um dos ingredientes do kimchi, pode ser responsável pelas propriedades de redução do colesterol.
2. Pode prevenir o desenvolvimento de câncer
Um estudo em tubo confirmou que o kimchi pode ter propriedades anticancerígenas, embora não se saiba se as descobertas estão limitadas a certos tipos de câncer. Kimchi tem altos níveis de antioxidantes flavonoides e Beta-sitosterol um composto ceroso encontrado em certos vegetais que é usado como um anti-inflamatório em medicamentos.
A combinação desses dois compostos, os quais o kimchi contém naturalmente, é provavelmente o responsável pelos achados que impedem o câncer.
3. Reduz a resistência à insulina
alimentos fermentados

Pacientes pré-diabéticos que comiam kimchi todos os dias mostraram ter menos picos de açúcar e melhores níveis de açúcar em jejum do que aqueles que não comeram kimchi regularmente. Isto foi especialmente verdadeiro entre os pacientes que comeram uma dieta baixa ou moderadamente calórica. Portanto, o consumo diário de kimchi pode aliviar os sintomas diabéticos.
4. Aumenta o sistema imunológico
Como o kimchi é um alimento complexo e fermentado que geralmente contém ingredientes excelentes como gengibre, alho e pimenta, ele também “empresta” suas propriedades de reforço imunológico. Isso e a combinação de antioxidantes e vitamina C garantem um impulso imunológico real depois de comer uma porção de kimchi, especialmente durante a temporada de gripe.
5. Promove a digestão
alimentos fermentados

Kimchi ajuda a se livrar da constipação e, se consumido regularmente, normaliza os processos digestivos, principalmente porque é rico em fibras e ingredientes fermentados. Falando de fermentação, o kimchi também pode promover o crescimento de boas bactérias no intestino, uma vez que introduz bactérias Lactobacillus no intestino.
Como já enfatizamos em inúmeros artigos anteriores, a flora intestinal saudável é necessária não apenas para a digestão, mas também para a saúde da pele e, provavelmente, até para a saúde mental e mental.
6. Promove a perda de peso
O kimchi é rico em fibra dietética e tem muito poucas calorias, por isso é um ótimo alimento para comer se você quiser se sentir satisfeito por mais tempo. Os ingredientes fermentados e o efeito antidiabético também podem suprimir o apetite e fazer com que você anseie por alimentos menos açucarados. O efeito da perda de peso do kimchi foi confirmado em um estudo que descobriu que o IMC de pacientes que comeram kimchi por um mês foi menor do que aqueles que não comeram.
7. Pode baixar a pressão arterial
alimentos fermentados

O mesmo estudo que analisou o efeito antidiabético do kimchi descobriu que a pressão sanguínea dos participantes também caiu após um mês comendo o prato coreano. Embora pesquisas adicionais devam ser feitas em relação ao efeito do kimchi em indivíduos com hipertensão especificamente, esse alimento pode ajudar a controlar a pressão arterial também.
8. Previne o envelhecimento da pele
Os efeitos antienvelhecimento do kimchi têm sido observados há muito tempo por mulheres coreanas, mas um estudo recente também confirmou essa observação apontando que o kimchi reduz o estresse oxidativo nas células e tem um efeito anti-inflamatório no corpo. Essas descobertas, entre todas, não estão limitadas ao tecido da pele, então o kimchi pode até ter um efeito rejuvenescedor no corpo.


http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=13939

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‘Ilha das Flores’ é eleito melhor curta-metragem brasileiro da história
Levantamento da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) listou os 100 melhores filmes de todos os tempos. ‘Infelizmente, segue muito atual em todos os sentidos’, diz o diretor Jorge Furtado.



‘Ilha das Flores’ foi lançado em 1989. — Foto: Reprodução

O documentário “Ilha das Flores”, do diretor Jorge Furtado, foi eleito o melhor curta-metragem brasileiro da história. O levantamento da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) listou os 100 melhores filmes de todos os tempos.
Ao G1, Jorge Furtado disse que ficou feliz com o prêmio, mas não está surpreso em ocupar o topo da lista.
“Vejo que o filme marcou. Infelizmente, segue muito atual em todos os sentidos. Continua denunciando coisas que ainda existem. Toda lista é um recorte, nesse caso dos críticos, e sofre com a proximidade, normalmente os mais recentes são premiados. O filme tem esse mérito por ainda ser lembrado”.
Neste ano, o curta completa 30 anos do lançamento. O que era para ser um documentário sobre a coleta de lixo de Porto Alegre, acabou virando uma espécie de denúncia ao sistema de descarte.
“Fui conhecer o funcionamento da coleta e encontrei aquela situação. O filme foi produzido em 1988, quando Porto Alegre estava começando a fazer a coleta seletiva de lixo, mas ele fala mais do que isso. Fala de um sistema que causa desigualdade. Talvez o Brasil seja o país mais desigual do planeta”.
“O [filme] ‘Ilha’ não é um documentário, é um filme de ensaios, com textos ilustrados. Parte desse texto é jornalístico. Quando eu vi aquela situação pensei ‘vou fazer um filme sobre isso’. Era um absurdo. Ele retrata o absurdo lógico”.

Prêmios

Melhor Curta no Festival de Gramado em 1989
Melhor Edição no Festival de Gramado em 1989
Melhor Roteiro no Festival de Gramado em 1989
Prêmio Crítica e Público no Festival de Clermont-Ferrand em 1991
Prêmio da Crítica no Festival de Gramado em 1989
Prêmio do Público na Competição “No Budget” no Festival de Hamburgo em 1991
Urso de Prata no Festival de Berlim em 1990
A ideia do filme é mostrar o absurdo desta situação: seres humanos que, numa escala de prioridade, se encontram depois dos porcos. — Foto: Reprodução

A ideia do filme é mostrar o absurdo desta situação: seres humanos que, numa escala de prioridade, se encontram depois dos porcos. — Foto: Reprodução
A Ilha das Flores está localizada à margem esquerda do Guaíba, a poucos quilômetros de Porto Alegre. Para lá é levada grande parte do lixo produzido na Capital. Este lixo é depositado num terreno de propriedade de criadores de porcos. Logo que o lixo é descarregado dos caminhões, os empregados separam parte dele para o consumo dos porcos.
Durante este processo começam a se formar filas de crianças e mulheres do lado de fora da cerca, a espera da sobra do lixo, que utilizam para alimentação. Como as filas são muito grandes, os empregados organizam grupos de dez pessoas que, num tempo estipulado de cinco minutos, podem pegar o que conseguirem do lixo. Acabado o tempo, este grupo é retirado do local, dando lugar ao próximo grupo.
A ideia do filme é mostrar o absurdo desta situação: seres humanos que, numa escala de prioridade, se encontram depois dos porcos. Mulheres e crianças que, num tempo determinado de cinco minutos, garantem na sobra do alimento dos porcos sua alimentação diária.

Melhores da Abraccine

Na lista da Abraccine, a produção gaúcha é a primeira colocada de uma lista 100 títulos, que abrange desde obras feitas em 1913 (“Os Óculos do Vovô”), de Francisco Santos, o mais antigo filme brasileiro ficcional ainda preservado, até curtas recentes como as animações “Torre” (2017), de Nádia Mangolini, e “Guaxuma” (2018), de Nara Normande.

Em segundo lugar na votação promovida pela Abraccine com críticos, professores e pesquisadores de todo o país, aparece “Di” (1977), de Glauber Rocha, ganhador do Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes, seguido por “Blábláblá” (1968), de Andrea Tonacci, “A Velha a Fiar” (1964), de Humberto Mauro, e “Couro de Gato” (1962), de Joaquim Pedro de Andrade.
O cineasta com mais produções na lista é o carioca Aloysio Raulino, falecido em 2013, com cinco filmes destacados: “O Porto de Santos”, “O Tigre e a Gazela”, “Jardim Nova Bahia”, “Lacrimosa”, este codirigido com Luna Alkalay, e “Teremos Infância”.
Além de “Os Óculos da Vovô”, em 53º lugar, o primeiro cinema foi lembrado com “Rituais e Festas Bororo” (1917), do Major Thomaz Reis, em 80º, e “Exemplo Regenerador” (1919), de José Medina, em 99º.
Pioneiro, Humberto Mauro está presente com três trabalhos: “A Velha a Fiar”, quarta posição, “Carro de Bois” (1974), na 48ª, e “Cantos de Trabalho” (1955), na 67ª.
A votação também levou em consideração os médias-metragens com até 50 minutos, produção feita em menor quantidade no país e que teve grande representatividade na lista. Entre eles estão “SuperOutro” (1989), de Edgard Navarro, na sétima posição. “Viramundo” (1965), de Geraldo Sarno, na 12ª, “Horror Palace Hotel” (1978), de Jairo Ferreira, em 41ª, e “Integração Racial” (1964), de Paulo Cezar Saraceni, na 81ª.
A lista vai virar um livro. Organizado por Gabriel Carneiro e Paulo Henrique Silva, a publicação “Curta Brasileiro – 100 Filmes Essenciais” será lançada no segundo semestre de 2019. A obra contará com ensaios dedicados a cada um dos 100 títulos, escritos por autores diferentes ligados à crítica e à pesquisa de cinema. Terá ainda 20 artigos sobre a história do curta-metragem no Brasil.

Confira os 100 melhores filmes da Abraccine:


Ilha das flores (1989), de Jorge Furtado
Di (1977), de Glauber Rocha
Blábláblá (1968), de Andrea Tonacci
A velha a fiar (1964), de Humberto Mauro
Couro de gato (1962), de Joaquim Pedro de Andrade
Aruanda (1960), de Linduarte Noronha
SuperOutro (1989), de Edgard Navarro
Maioria absoluta (1964), de Leon Hirszman
A entrevista (1966), de Helena Solberg
Arraial do Cabo (1959), de Paulo Cezar Saraceni e Mário Carneiro
Alma no olho (1973), de Zózimo Bulbul
Viramundo (1965), de Geraldo Sarno
Vinil verde (2004), de Kleber Mendonça Filho
Documentário (1966), de Rogério Sganzerla
Vereda tropical (1977), de Joaquim Pedro de Andrade
Recife frio (2009), de Kleber Mendonça Filho
Nelson Cavaquinho (1969), de Leon Hirszman
Zezero (1974), de Ozualdo Candeias
Sangue corsário (1980), de Carlos Reichenbach
O dia em que Dorival encarou a guarda (1986), de Jorge Furtado e José Pedro Goulart
O poeta do castelo (1959), de Joaquim Pedro de Andrade
Brasília, contradições de uma cidade nova (1967), de Joaquim Pedro de Andrade
Maranhão 66 (1966), de Glauber Rocha
O som ou tratado de harmonia (1984), de Arthur Omar
Subterrâneos do futebol (1965), de Maurice Capovilla
Mato eles? (1983), de Sérgio Bianchi
Guaxuma (2018), de Nara Normande
Meow! (1981), de Marcos Magalhães
Eletrodoméstica (2005), de Kleber Mendonça Filho
O rei do cagaço (1977), de Edgard Navarro
Fantasmas (2010), de André Novais Oliveira
Socorro Nobre (1995), de Walter Salles
À meia noite com Glauber (1997), de Ivan Cardoso
Dias de greve (2009), de Adirley Queirós
A pedra da riqueza (1975), de Vladimir Carvalho
Memória do cangaço (1965), de Paulo Gil Soares
O duplo (2012), de Juliana Rojas
Quintal (2015), de André Novais Oliveira
Fala Brasília (1966), de Nelson Pereira dos Santos
O porto de Santos (1978), de Aloysio Raulino
Horror Palace Hotel (1978), de Jairo Ferreira
Esta rua tão Augusta (1968), de Carlos Reichenbach
Muro (2008), de Tião
Manhã cinzenta (1969), de Olney São Paulo
O tigre e a gazela (1977), de Aloysio Raulino
Cinema inocente (1980), de Julio Bressane
…a rua chamada Triumpho 969/70 (1971), de Ozualdo Candeias
Carro de bois (1974), de Humberto Mauro
Olho por olho (1966), de Andrea Tonacci
Praça Walt Disney (2011), de Renata Pinheiro e Sergio Oliveira
Chapeleiros (1983), de Adrian Cooper
Juvenília (1994), de Paulo Sacramento
Os óculos do vovô (1913), de Francisco Santos
Dossiê Rê Bordosa (2008), de Cesar Cabral
Lampião, o rei do cangaço (1937), de Benjamin Abrahão
Animando (1983), de Marcos Magalhães
Jardim Nova Bahia (1971), de Aloysio Raulino
Partido alto (1982), de Leon Hirszman
Torre (2017), de Nádia Mangolini
Mauro, Humberto (1975), de David Neves
Ver ouvir (1966), de Antônio Carlos Fontoura
Congo (1972), de Arthur Omar
Caramujo-flor (1988), de Joel Pizzini
Lacrimosa (1970), de Aloysio Raulino e Luna Alkalay
Palíndromo (2001), de Philippe Barcinski
Um sol alaranjado (2002), de Eduardo Valente
Cantos de trabalho (1955), de Humberto Mauro
O guru e os guris (1973), de Jairo Ferreira
Nosferato no Brasil (1970), de Ivan Cardoso
Mulheres de cinema (1976), de Ana Maria Magalhães
Kbela (2015), de Yasmin Thayná
A voz e o vazio: a vez de Vassourinha (1998), de Carlos Adriano
Libertários (1976), de Lauro Escorel
Meu compadre Zé Ketti (2001), de Nelson Pereira dos Santos
Seams (1993), de Karim Aïnouz
Céu sobre água (1978), de José Agrippino de Paula
Dov’è Meneghetti? (1989), de Beto Brant
Teremos infância (1974), de Aloysio Raulino
Texas Hotel (1999), de Cláudio Assis
Rituais e festas Bororo (1917), de Major Thomaz Reis
Integração racial (1964), de Paulo Cezar Saraceni
HO (1979), de Ivan Cardoso
Kyrie ou o início do caos (1998), de Debora Waldman
Pouco mais de um mês (2013), de André Novais Oliveira
Cartão vermelho (1994), de Laís Bodanzky
Um dia na rampa (1960), de Luiz Paulino dos Santos
Moreira da Silva (1973), de Ivan Cardoso
Nada (2017), de Gabriel Martins
Nada levarei quando morrer aqueles que mim deve cobrarei no inferno (1981), de Miguel Rio Branco
O ataque das araras (1975), de Jairo Ferreira
Enigma de um dia (1996), de Joel Pizzini
Amor! (1994), de José Roberto Torero
Menino da calça branca (1961), de Sérgio Ricardo
Estado itinerante (2016), de Ana Carolina Soares
Amor só de mãe (2002), de Dennison Ramalho
Carolina (2003), de Jeferson De
Contestação (1969), de João Silvério Trevisan
Guida (2014), de Rosana Urbes
Exemplo regenerador (1919), de José Medina
Frankstein punk (1986), de Cao Hamburger e Eliana Fonseca


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Animais confusos e engraçados

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