Feeds:
Posts
Comentários

Archive for 17 de junho de 2018

A palavra “Desiderata” vem do Latin e significa “coisas que são desejadas”. 

Também é o título de um famosíssimo poema, que se tornou particularmente conhecido durante os anos sessenta, junto com o movimento hippie. O texto é uma reunião de sábios conselhos que deram a volta ao mundo inteiro, pela precisão de suas ideias e pela profundidade de seu conteúdo.

Em um dado momento, surgiu todo um debate sobre a origem desse poema. Em torno do texto foi criada a lenda de que havia sido escrito por um monge anônimo e que havia sido encontrado sobre o banco de uma igreja em Baltimore, há duzentos anos. De acordo com esta versão, o poema teria sido escrito no ano de 1692. 

Na verdade, tudo se tratava de um equívoco. O autor de “Desiderata” foi o filósofo e advogado Max Ehrman. Mas o texto não foi publicado em vida; só foi a público em 1948, quando sua esposa publicou seus poemas de forma póstuma.

O erro surgiu porque, por muitos anos, ‘Desiderata’ foi um poema que passou de mão em mão, como uma espécie de ato de boa vontade. Se transformou em algo como uma proclamação; buscava-se que quem o recebesse praticasse tudo que estava escrito ali.

Muitos resolveram omitir o nome do autor, e foi assim que chegou às mãos de um pastor de Maryland, que compilou vários textos para fazer uma edição especial de Natal. Dentro destes textos estava o ‘Desiderata’ e, ao lado do nome, o presbítero anotou uma legenda: “Igreja de Saint Paul, 1692”. Ele só escreveu estes dados para identificar seu tempo e o ano de fundação do mesmo.

Alguém da congregação ficou encantado com o poema e pediu que um jornal o publicasse. Assim aconteceu, então, a popularização do erro que dizia ser um texto de 1692 que havia sido encontrado na Igreja de Saint Paul.

Seja como for, a verdade é que se trata de um lindo texto que foi traduzido para mais de 70 idiomas

Este é o texto desse maravilhoso poema:

Vá placidamente por entre o barulho e a pressa e lembre-se da paz que pode haver no silêncio. 

Tanto quanto possível, sem sacrificar seus princípios, conviva bem com todas as pessoas.

Diga a sua verdade calma e claramente e ouça os outros, mesmo os estúpidos e ignorantes, pois eles também têm sua história. Evite as pessoas vulgares e agressivas, elas são um tormento para o espírito.

Se você se comparar aos outros, pode tornar-se vaidoso ou amargo, porque sempre existirão pessoas superiores e inferiores a você.

Usufrua de suas conquistas, assim como seus planos. Manter-se interessado em sua própria carreira, mesmo que humilde, é um bem verdadeiro na sorte incerta dos tempos.

 
 

Tenha cautela em seus negócios, pois o mundo é cheio de artifícios, mas não deixe isso te cegar à virtude que existe. Muitos lutam por ideais nobres e por toda parte a vida é cheia de heroísmo.

Seja você mesmo. Sobretudo, não finja afeições.

Não seja cínico sobre o amor, porque apesar de toda aridez e desencantamento, ele é tão perene quanto a relva.

Aceite gentilmente o conselho dos anos, renunciando com benevolência às coisas da juventude.

Alimente a força do espírito para ter proteção em um súbito infortúnio. Mas não se torture com temores imaginários. Muitos medos nascem da solidão e do cansaço.

Adote uma disciplina sadia, mas não seja exigente demais. Seja gentil consigo mesmo.

Você é filho do Universo, assim como as árvores e as estrelas. Você tem o direito de estar aqui.

E mesmo que não lhe pareça claro, o Universo, com certeza, está evoluindo como deveria.

Portanto, esteja em paz com Deus, não importa como você O conceba.

E, quaisquer que sejam as suas lutas e aspirações no ruidoso tumulto da vida, mantenha a paz em sua alma.

Apesar de todas as falsidades, maldades e sonhos desfeitos, este ainda é um belo mundo. Alegre-se. Empenhe-se em ser feliz!”

Créditos da imagem: GillyWalker

https://amenteemaravilhosa.com.br/historia-famoso-poema-desiderata/

Resultado de imagem para faça tudo para ser feliz

GOOGLE IMAGENS

Read Full Post »

Pessoa… um gênio…

Retrato de Fernando Pessoa, por Almada Negreiros (Crédito: Divulgação)

Retrato de Fernando Pessoa, por Almada Negreiros

Crédito: Divulgação

Por Débora Freitas, com colaboração de Annie Zanetti e Clara Marques

O poeta Fernando Pessoa nasceu há 130 anos, no dia 13 de junho de 1888, no Largo de São Carlos, em Lisboa. O escritor é hoje o nome da literatura portuguesa mais reconhecido no mundo. Pessoa também foi muitos. Alguns biógrafos atribuem mais de 70 heterônimos: entre eles Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. E para celebrar a obra do poeta a CBN reuniu as vozes do cantor Fagner, de pessoas anônimas e do ator Paulo Autran com trechos de poemas de Fernando Pessoa. 

“Qualquer música, ah, qualquer,
Logo que me tire da alma
Esta incerteza que quer
Qualquer impossível calma!
Qualquer música guitarra,
Viola, harmónio, realejo…
Um canto que se desgarra…
Um sonho em que nada vejo…
Qualquer coisa que não vida!
Jota, fado, a confusão
Da última dança vivida…
Que eu não sinta o coração!”

Qualquer música, poema de Fernando Pessoa na voz do cantor Fagner. Há 130 anos, no dia 13 de junho, nasceu em Lisboa um dos maiores poetas da língua portuguesa. Partiu cedo, aos 47 anos. Mas também começou a escrever cedo, ainda na adolescência. 

E nesse período foi muitos. Falou de amor, medo, morte por meio do heterônimos Alberto Caeiro, Alvaro de Campos, Ricardo Reis, entre outros. A criação heteronímica foi a principal marca da obra de Fernando Pessoa, como explica o ensaísta e professor de cursos livres sobre o autor português, Rogério Hafez.

“Um heterônimo é um autor que ele cria, que é diferente dele. Eles têm características próprias, um ideario próprio, um universo de sensibilidade e intelectual próprios. E também, isso é fundamental, têm uma maneira própria de escrever. Eles são distintos no estilo”

Fernando Pessoa é um dos escritores mais estudados do mundo. O advogado José Paulo Cavalcanti Filho, autor do livro Fernando Pessoa – Uma quase autobiografia é um dos tantos apaixonado pela obra do poeta. 

“Os deuses de vez em quando tocam os ombros de alguns escolhidos. Ele escrevendo é um semideus, de forma que toca a alma de todos e cada um de nós”

Ele foi 30 vezes a Portugal pra saber um pouco mais sobre os hábitos de Fernando Pessoa.

“Era uma pessoa complexada, o físico era débil, as pernas desconjuntadas, as braços de mamulengo, mãos sombrias. Ele tinha tanta vergonha das mãos que as escondia. Mas compensava no aprumo ao se vestir. Ele fazia roupas nas casas mais caras de Lisboa, embora não tivesse dinheiro para pagá-las”

O poeta português levava uma vida modesta. A extensa obra só foi reconhecida após a morte. Fernando Pessoa passou parte da infância na Africa do Sul, onde o padrasto trabalhava. Segundo o Professor Pasquale, comentarista da CBN, boa parte dos textos do poeta foram escritos em inglês.

“A primeira formação linguística do Fernando Pessoa foi o inglês, ele escreveu muita coisa em inglês. Tanto que quando ele morreu o que havia dele publicado era mais em inglês do que em português. Só que, um belo dia ele escreveu um texto maravilhoso que diz que Portugal pode sumir, pode desaparecer, nunca mais haver Portugal e tal. Desde que a língua portuguesa fique no seu devido lugar. Minha pátria é a língua portuguesa.”

E qual será a sensação que o poeta português desperta nas pessoas nos dias de hoje? A assistente administrativa Rose Santana viu a si mesma nos versos de “Todas as cartas de amor são Ridículas”, do heterônimo Alvaro de Campos. 

“Todas as cartas de amor são Ridículas. 
Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. 
Também escrevi em meu tempo cartas de amor, 
Como as outras, Ridículas. 
As cartas de amor, se há amor, 
Têm de ser Ridículas. 
Mas, afinal, 
Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor 
É que são Ridículas. “

“Ah, eu lembrei das minhas cartas do meu primeiro amor, que eram realmente ridículas”

Já o designer Alexandre Jacinto ficou emocionado com Noite de São João, do heterônimo Alberto Caeiro

“Noite de S. João para além do muro do meu quintal. 
Do lado de cá, eu sem noite de S. João. 
Porque há S. João onde o festejam. 
Para mim há uma sombra de luz de fogueiras na noite, 
Um ruído de gargalhadas, os baques dos saltos. 
E um grito casual de quem não sabe que eu existo.”

“É profundo, sentir-se sozinho em meio à multidão. É complicado, pesado”

A poesia é pra todos. E é o que defende a atriz e poetisa Elisa Lucinda, autora do livro Fernando Pessoa, o Cavaleiro do Nada, uma biografia não autorizada. Há 20 anos ela criou a Casa-Poema, no Rio de Janeiro, onde dá aulas de poesia para jovens que cumprem medidas socioeducativas. 

“O que a gente leva pra eles? A poesia de Fernando Pessoa, de Solano Trindade, de Mario Quintana. A gente dá as poesias pra eles e eles enlouquecem, eles decoram. E eles ficam impressionados e se sentem muito prestigiados.”

Sim, a poesia transforma. E Fernando Pessoa vive,E pra encerrar, uma declamação do ator Paulo Autran, morto em 2007, de Autopsicografia. 

“O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.”

http://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/191179/ha-130-anos-nascia-fernando-pessoa-um-dos-principa.htm

Resultado de imagem para Fernando Pessoa‘Para ser grande, sê inteiro’, como queria Fernando Pessoa
Essa flexão ‘sê’, que quase ninguém usa, é do imperativo do verbo ser, segunda pessoa do singular. É o mesmo que ‘seja’, do verbo na terceira pessoa.

Resultado de imagem para Tabacaria

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.

Resultado de imagem para Fernando Pessoa

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado
sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe — todos eles príncipes — na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Resultado de imagem para Pastor de ovelhas

O guardador de rebanhos

Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.

Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.

Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.

Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.

E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),

É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.

Resultado de imagem para cais do porto

Ode marítima

Sozinho, no cais deserto, a esta manhã de Verão,
Olho pró lado da barra, olho pró Indefinido,
Olho e contenta-me ver,
Pequeno, negro e claro, um paquete entrando.
Vem muito longe, nítido, clássico à sua maneira.
Deixa no ar distante atrás de si a orla vã do seu fumo.
Vem entrando, e a manhã entra com ele, e no rio,
Aqui, acolá, acorda a vida marítima,
Erguem-se velas, avançam rebocadores,
Surgem barcos pequenos detrás dos navios que estão no porto.
Há uma vaga brisa.
Mas a minh’alma está com o que vejo menos.
Com o paquete que entra,
Porque ele está com a Distância, com a Manhã,
Com o sentido marítimo desta Hora,
Com a doçura dolorosa que sobe em mim como uma náusea,
Como um começar a enjoar, mas no espírito.

Olho de longe o paquete, com uma grande independência de alma,
E dentro de mim um volante começa a girar, lentamente.

Os paquetes que entram de manhã na barra
Trazem aos meus olhos consigo
O mistério alegre e triste de quem chega e parte.
Trazem memórias de cais afastados e doutros momentos
Doutro modo da mesma humanidade noutros pontos.
Todo o atracar, todo o largar de navio,
É — sinto-o em mim como o meu sangue —
Inconscientemente simbólico, terrivelmente
Ameaçador de significações metafísicas
Que perturbam em mim quem eu fui…

Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio larga do cais
E se repara de repente que se abriu um espaço
Entre o cais e o navio,
Vem-me, não sei porquê, uma angústia recente,
Uma névoa de sentimentos de tristeza
Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
Como a primeira janela onde a madrugada bate,
E me envolve com uma recordação duma outra pessoa
Que fosse misteriosamente minha.

Resultado de imagem para festejo de aniversario de 1920

Aniversário

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…
A que distância!…
(Nem o acho…)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes…
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio…

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim…
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Resultado de imagem para olhar masculino

Presságio

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

Resultado de imagem para Fernando Pessoa

Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.

Resultado de imagem para um cego e uma guitarra

O cego e a guitarra

O ruído vário da rua
Passa alto por mim que sigo.
Vejo: cada coisa é sua
Oiço: cada som é consigo.

Sou como a praia a que invade
Um mar que torna a descer.
Ah, nisto tudo a verdade
É só eu ter que morrer.

Depois de eu cessar, o ruído.
Não, não ajusto nada
Ao meu conceito perdido
Como uma flor na estrada.

Cheguei à janela
Porque ouvi cantar.
É um cego e a guitarra
Que estão a chorar.

Ambos fazem pena,
São uma coisa só
Que anda pelo mundo
A fazer ter dó.

Eu também sou um cego
Cantando na estrada,
A estrada é maior
E não peço nada.

https://www.revistabula.com/522-os-10-melhores-poemas-de-fernando-pessoa-2/

GOOGLE IMAGENS

Read Full Post »

New look…

Olho preto esfumado com máscaras para cílios coloridas (Foto: Danilo Apoena)

Olho preto esfumado com máscaras para cílios coloridas (Foto: Danilo Apoena)

Boca holográfica colorida (Foto: Danilo Apoena)

Boca holográfica colorida (Foto: Danilo Apoena)

https://revistamarieclaire.globo.com/Beleza/noticia/2018/06/marcos-costa-ensina-usar-maquiagem-colorida-e-metalica-de-forma-inusitada.html

 

Read Full Post »

Conheça a mansão de Ben Affleck (Foto: Divulgação)

Conheça a propriedade de 350 mil m², que fica na costa da Geórgia

Conheça a mansão de Ben Affleck (Foto: Divulgação)

Conheça a mansão de Ben Affleck (Foto: Divulgação)

Conheça a mansão de Ben Affleck (Foto: Divulgação)

Conheça a mansão de Ben Affleck (Foto: Divulgação)

Conheça a mansão de Ben Affleck (Foto: Divulgação)

Conheça a mansão de Ben Affleck (Foto: Divulgação)

Ben Affleck 

decidiu colocar sua mansão no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, à venda. A propriedade está listada no mercado imobiliário por US$ 9 milhões (R$ 35 milhões).

A propriedade fica em Hampton Island e soma cerca de 350 mil m² de área. A casa principal conta com quatro quartos e dois banheiros. Com um estilo mais clássico, a mansão tem uma grande escadaria de entrada com vista para a natureza.

No interior, a casa tem lareira em arco, molduras de gesso, teto inclinado com viga e telhado de metal exposto e cozinha gourmet com refrigerador de vinho.

A propriedade tem também um estábulo, casa de hóspedes, piscina, e estacionamento para barco. O grande espetáculo mesmo é a Casa Oyster, uma casa de madeira de pouco mais de 900 m² rodeda por janelas de vidro. Os móveis sõ feitos com madeira recuperada de navios.

https://casavogue.globo.com/Interiores/Gente/noticia/2018/06/ben-affleck-coloca-casa-venda-por-r-35-milhoes.html

Resultado de imagem para Ben Affleck

Ben Affleck
Ator
Benjamin Géza “Ben” Affleck-Boldt é um ator, diretor, roteirista e produtor norte-americano. Começou sua carreira como ator mirim, protagonista na série educativa The Voyage of the Mimi e The Second Voyage of the Mimi da PBS. Wikipédia
 
Nascimento15 de agosto de 1972 (idade 45 anos), Berkeley, Califórnia, EUA
 
Altura1,92 m
CônjugeJennifer Garner (de 2005 a 2017)
Resultado de imagem para Ben Affleck
GOOGLE IMAGENS

Read Full Post »

Quitandoca (Foto: Alexandre Disaro / Editora Globo)

(Foto Alexandre Disaro / Editora Globo)

VEGETARIANO, OVOLACTOVEGETARIANO E VEGANO: ENTENDA AS DIFERENÇAS

O número de brasileiros que deixam de comer alimentos de origem animal cresce a cada ano. Descubra os tipos de dietas que é possível seguir por quem opta por este estilo de vida

Uma recente pesquisa do IBOPE apontou que 14% da população brasileira se considera vegetariana e que 55% dos brasileiros consumiriam mais produtos sem substâncias de origem animal se a embalagem sinalizasse a informação. O estudo não dividiu os vegetarianos no estilo de dieta que seguem, mas há pelo menos quatro opções que são populares por aqui: vegetarianos, ovolactovegetariano, lactovegetarianos e veganos. 

A grande diferença entre elas é o número de restrições aos alimentos com origem animal. Entenda cada uma delas:

+ LEIA MAIS: SETE DIAS VIVENDO COMO UMA VEGANA

Resultado de imagem para Ovolactovegetarianos

Ovolactovegetarianos
Nesta categoria, o consumo de todos os tipos de carnes animal estão vetados, mas leites, ovos e seus derivados são liberados. Esse é o tipo mais comum da dieta e grande parte da população que se declara vegetariana está inclusa nesse grupo.

+ LEIA MAIS: 6 PETISCOS VEGETARIANOS RÁPIDOS E FÁCEIS PARA COMER ASSISTINDO AOS JOGOS DA COPA

Resultado de imagem para lactovegetarianos

Lactovegetarianos
Com apenas uma restrição a mais do que o grupo acima, os lactovegetarianos não consomem ovos. Essa dieta é mais comum na Índia e está ligada à razões religiosas. 

+ LEIA MAIS: YAKISSOBA VEGETARIANO

Resultado de imagem para vegetarianos 

Vegetariano
Os vegeterianos não consomem carnes, laticínios e ovos. 

+ LEIA MAIS: VEGANOS E VEGETARIANOS: COMO ADAPTAR O MENU DE CADA RESTAURANTE

Resultado de imagem para vegano
Veganos
Ser vegano é considerado um posicionamento político, ao invés de uma dieta. Quem se encaixa nesse grupo, além de não consumir carnes, laticínios e ovos, também não veste ou utiliza qualquer produtos que contenha substâncias de origem animal. 

+ LEIA MAIS: GANACHE DE CHOCOLATE VEGANO

É importante destacar que qualquer pessoa que deseja iniciar alguma dessas dietas deve seguir orientação médica. 

https://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Comida/noticia/2018/06/vegetariano-ovolactovegetariano-e-vegano-entenda-diferencas.html

Imagem relacionada

ESTOU NA REGIÃO SUDESTE – CAMPINAS-SP-BRASIL.

NA REGIÃO SUL DO BRASIL… AQUI ESTÁ O LINK PARA 5 LOCAIS QUE SERVEM ESSAS DELÍCIAS! CLIC PARA ANOTAR OS ENDEREÇOS:

https://ocp.news/entretenimento/5-lugares-para-comer-hamburguer-vegano-e-vegetariano-em-jaragua-do-sul-voa-gastronomica

BONUS VEGAN!

 

E pra quem quiser ir além do hambúrguer, que tal ficar ligado em lugares que oferecem outros tipos de pratos veganos/vegetarianos? A gente conhece alguns, como o Restaurante Vegetariano Flor de Lótus, que oferece um buffet variado pra quem não curte carne e nem derivados de animais.

 

E que tal uma pizza? Na Donatello’s Pizzaria, além da pizza vegetariana (mussarela, milho, palmito picado, tomate, brócolis, orégano e azeitonas), tem também pizza especial para veganos. A massa é integral sem ingredientes de origem animal, e o cliente poderá montar o seu sabor preferido, acompanhado da novidade, que é o queijo mussarela Vegan Cheese. Você pode ver as opções de sabores aqui.

 

Voltando aos bares, o Jack American Bar ainda tem a opção do Grilled Veggie, que são vegetais grelhados super saborosos. E no Stannis Pub, tem opções de porções veganas e vegetarianas.

Para ter em casa

 

Uma das dicas que a gente dá para fazer o seu prato vegano/vegetariano em casa, é encomendar os produtos do pessoal da Sossega Ofélia. É um projeto jaraguaense que surgiu a partir da necessidade de procurar uma alimentação saborosa e com menos produtos químicos. Tem geleias, molhos e produtos veganos artesanais – como hamburgueres, bolos, compotas. É só mandar um hello ali na página deles no Facebook.

 

E você sabia que existem outros tipos de produtos vegan? A Ezodo, uma marca de perfumes e cosméticos aqui de Jaraguá do Sul revende produtos veganos e orgânicos, que vão desde cremes e óleos corporais, até creme dental, condicionador e shampo. Dá uma olhada na loja online.

Por Gabriela Bubniak

 

 

Read Full Post »

Resultado de imagem para transtorno disfórico pré-menstrual

O que é o transtorno disfórico pré-menstrual?

  • TPM grave/TDPM afeta de 5% a 10% das mulheres menstruadas e é frequentemente desencadeada por flutuações nos níveis hormonais
  • Algumas pessoas têm uma vulnerabilidade genética a essas mudanças – pesquisas mostram que muitas vezes há um histórico familiar
  • Embora os sintomas físicos sejam comuns, são os emocionais, como depressão, irritabilidade e agressividade, que levam aos maiores problemas
  • TPM/TDPM pode afetar qualquer pessoa que menstrue, mas ocorre mais comumente durante a adolescência, quando os ciclos menstruais começam primeiro, e em quem tem mais de 35 anos
  • A histerectomia geralmente é um último recurso para TPM/TDPM e não é realizada facilmente, mas pode ser uma cura eficaz – as pacientes devem receber reposição de hormônios para garantir que os problemas da TPM não sejam substituídos pelos da menopausa.

Resultado de imagem para transtorno disfórico pré-menstrual

Refém dos hormônios

Elizabeth é muito consciente do que uma vida com PMDD poderia significar para sua filha, pois passou por isso sozinha.

“Fui mantida como refém pelos meus hormônios desde os 14 anos”, diz.

Ela também tomou pílula quando adolescente, o que a ajudou com o sangramento, mas não com os sintomas psicológicos.

Desde sua primeira menstruação, Elizabeth experimentou pensamentos suicidas.

“Quando me dei conta, nos meus 20 e 30 anos, de que eu estava apenas na metade da minha vida, fiquei aterrorizada”, conta.

“E agora estou vendo minha filha seguindo o mesmo caminho que eu conheço tão bem.”

A luta hormonal de Elizabeth só foi remediada por uma histerectomia aos 42 anos, após ela sofrer de graves dores pélvicas no período que antecedeu a menopausa. Ela teve seus ovários removidos também, e está em tratamento de reposição hormonal.

“Há uma suposição de que você vai se sentir menos mulher porque não tem um útero – mas eu não poderia estar mais feliz em me livrar dele”, diz.

A mãe de Elizabeth enfrentou o mesmo problema, e fez uma histerectomia aos 35 anos.

Resultado de imagem para transtorno disfórico pré-menstrual

SE INTERESSAR, LEIA BEM MAIS E SAIBA. QUANTO MAIS SABEMOS SOBRE QUAISQUER ASSUNTOS, MELHOR. CLIC:

https://g1.globo.com/bemestar/noticia/por-que-minha-filha-de-15-anos-quer-retirar-o-utero.ghtml

Resultado de imagem para transtorno disfórico pré-menstrual

Muito comum
Casos por ano: mais de 2 milhões (Brasil)
 
O tratamento é feito com auxílio médico
 
Geralmente diagnosticável pela própria pessoa
 
Não requer exames laboratoriais ou de imagem
 
Crônico: pode durar anos ou a vida inteira
O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é uma forma grave da síndrome pré-menstrual que inclui sintomas físicos e comportamentais que geralmente desaparecem com o início da menstruação.
O Transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) causa mudanças extremas de humor que podem afetar o trabalho e prejudicar relacionamentos. Os sintomas incluem extrema tristeza, desânimo, irritabilidade ou raiva, além dos sintomas comuns da síndrome pré-menstrual, como sensibilidade e inchaço nas mamas.
Medicamentos e mudanças no estilo de vida podem ajudar.
Idades afetadas
0-2
Nunca
3-5
Nunca
6-13
Nunca
14-18
Muito comum
19-40
Muito comum
41-60
Comum
60+
Nunca
Consulte um médico para receber orientação
Fontes: Hospital Israelita A. Einstein e outros. Saiba mais
Resultado de imagem para transtorno disfórico pré-menstrual
Mulher com dorMulher com dor
Transtorno disfórico pré-menstrual: a ‘super TPM’ que leva algumas mulheres à internação psiquiátrica
Lucinda Everett
BBC 5 Live
1 julho 2017

Para a maioria das mulheres, a tensão pré-menstrual é uma parte desagradável, mas suportável do ciclo de cada mês. Mas entre 5% e 8% das mulheres em idade fértil têm sintomas tão severos que podem chegar a ser fatais.

Laura, de 38 anos, notou pela primeira vez que tinha um problema quando estava com 17.

“Um dia eu caí. Estava ofegante e minha mãe chamou médicos para me sedar”, lembra.

Laura sofria com ansiedade e ataques de pânico. Só podia fazer trabalhos temporários porque não conseguia manter um emprego estável.

“Todo mês, eu me cansava tanto, que tinha que dormir 18 horas durante três dias. Comecei a ter pensamentos suicidas”, conta.

Laura apresentava síndrome pré-menstrual severa, também chamada de transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), patologia reconhecida oficialmente e caracterizada por sintomas intensos – como irritabilidade e depressão associadas ao período pré-menstrual – que interferem na capacidade de uma pessoa viver normalmente.

Quem sofre dessa síndrome pode manifestar sintomas por até três semanas durante o mês.

Psicose e manias

Sarah

Sarah, de 23 anos, começou a ter TDPM aos 14. “Tinha ansiedade e depressão e, com o tempo, psicose – eu via coisas – e também tinha manias.”

Ela foi hospitalizada e diagnosticada com transtorno bipolar e passou um ano inteiro entrando e saindo de uma unidade psiquiátrica hospitalar para adolescentes.

“Com frequência, o diagnóstico de TDPM é mal feito”, diz o professor e ginecologista John Studd.

“Como os sintomas são cíclicos, os psiquiatras às vezes acreditam que seja um transtorno bipolar, e então os pacientes seguem um tratamento durante anos com terapias e antipsicóticos como o lítio.”

Fúria sem motivo

RachaelDireito de imagemRACHAEL
Image captionO gel funcionou para Rachael, que sente 95% de melhora com o tratamento

Rachael, de 35 anos, tem sintomas de TDPM desde os 14 e diz ter experimentado momentos de fúria “nos quais poderia ter matado alguém”.

“Eu acordava no meio da noite me sentindo furiosa sem nenhum motivo e começava a quebrar pratos.”

Foi seu ex-parceiro que a diagnosticou corretamente pela primeira vez, uma década depois.

“Eu li as informações sobre a doença e disse: ‘Meu Deus, essa sou eu’. Eu falava para os médicos sobre o que sentia, mas eles me davam somente antidepressivos e medicação para ansiedade.”

Com o tempo, a vida dela desmoronou. Ela deixou o trabalho na polícia e os filhos ficaram com a avó durante seis semanas.

“Cheguei a um ponto em que eles iriam me internar em um hospital psiquiátrico. Em certo momento, estava dirigindo e me deu vontade de bater contra um caminhão.”

Laura

Um médico disse a Laura que ela era sortuda por não viver na Idade Média, onde poderia ser queimada como ‘bruxa’

QUE ABSURRRRRDO!!!!!

Tratamento

O que Laura, Sarah e Rachael compartilham são as dificuldades para conseguir com que os profissionais médicos reconheçam essa doença.

“Agora tenho um ginecologista que está convencido de que tenho TDPM, mas meu psiquiatra ainda diz que tenho transtorno bipolar com um componente hormonal”, diz Sarah.

Um médico disse a Laura que ela deveria se sentir sortuda por não viver na Idade Média, porque poderiam tê-la queimado como uma “bruxa”.

“O que costuma chamar a atenção ao ver uma mulher nesta condição é a quantidade de tempo que leva até que ela seja levada a sério, e o quão aliviada ela se sente quando finalmente alguém lhe oferece tratamentos baseados em provas”, afirma o ginecologista Nick Panay, presidente da Associação Nacional sobre a Síndrome Pré-Menstrual do Reino Unido.

“Quase sempre (a TDPM) é tratável”, afirma o médico Studd, que normalmente receita tratamento hormonal com estrogênio e um gel cutâneo.

“Essa é a maneira segura de dominar o ciclo e os sintomas cíclicos.”

No começo deste ano, um estudo apontou que a TDPM pode estar relacionada com uma vulnerabilidade genética.

“Isso é muito emocionante”, disse Panay. “Uma vez que se encontra um fator genético causador dessa doença, abre-se a possibilidade de desenvolver um teste de diagnóstico e terapias genéticas específicas. Mas a investigação ainda está em fase muito inicial, então não há perspectivas imediatas de que estas opções estejam disponíveis nos próximos anos. Mas definitivamente há progressos.”

GelDireito de imagemISTOCK
Image captionOs médicos receitam um tratamento com estrogênio e um gel cutâneo

Como estão Laura, Sarah e Rachael

O gel hormonal funcionou para Raquel. “Já não tenho pensamentos suicidas. Quase não discuto com meu parceiro. É uma melhoria de 95%”, diz.

Ela agora planeja estudar Psicologia.

“Eu adorava trabalhar para a polícia e tinha um bom salário. Depois, aconteceu tudo isso e achei que nunca mais voltaria a ser parte ativa e construtiva da socidade. Por isso agora acredito que meu destino seja ajudar outras mulheres.”

Sarah depende de uma combinação de quatro tratamentos para controlar seu ciclo. Mas a estratégia só funciona durante seis meses, quando chega uma nova recaída.

Por isso, ela está considerando retirar o útero e os ovários.

“Fui internada em hospital psiquiátrico duas vezes no verão passado e pensei: isso não pode continuar dessa maneira.”

Sobre a retirada do ovário, ela conta que muita gente a advertiu dizendo que ela poderia se arrepender por não poder engravidar depois. Mas ela defende a opção. “Não quero trazer ninguém para este mundo para depois causar algum dano a eles ou a mim.”

RachaelDireito de imagemRACHAEL
Image captionRachael chegou a deixar os filhos com a avó e pensou em se matar

“Recentemente, durante uma crise grave quase tentei me matar. Às vezes penso que é melhor fazer a operação do que voltar a passar por isso.”

Enquanto isso, Sarah se concentra em concluir a universidade. Ela vive com a esperança de um futuro em que possa “viajar, fazer planos com antecedência e poder comprometer-se com algo durante um ano ou mais”. “Tenho essa determinação e isso me faz bem.”

Laura também se mantém otimista: “2017 é o ano em que tudo isso se resolverá”.

Ela está esperando a aprovação para fazer a histerectomia (remoção cirúrgica do útero).

Aos 38 anos, ela não têm poupança ou uma carreira, mas tem um parceiro que a apoia.

“Há coisas que eu sei que posso conseguir. Imagine o que eu posso fazer com quatro semanas no mês”, diz, empolgada.

Laura lidera um projeto chamado Vicious Cycle (ciclo vicioso), para disseminar informações sobre a doença para que os médicos a conheçam melhor.

Ela também administra um grupo de Facebook de apoio a pacientes – que tem sido de grande ajuda também para Rachael e Sarah.

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-40451628

Read Full Post »

Resultado de imagem para lakkian

Essa é uma “torre funerária” – aqui no Brasil não imaginaríamos isso…

Resultado de imagem para lakkian

Resultado de imagem para lakkian

Imagem mostra momento em que caixão caiu de uma torre funerária (Foto: Reprodução/Suara Kalimantan)

Imagem mostra momento em que caixão caiu de uma torre funerária

(Foto: Reprodução/Suara Kalimantan)

Um indonésio foi morto pelo caixão de sua mãe, quando ele caiu de uma torre funerária durante seu funeral nas ilhas Célebes, anunciou a polícia neste domingo (17).

O acidente aconteceu na sexta-feira no vale de Parinding, sudoeste da ilha.

Samen Kondorura, de 40 anos, morreu quando os carregadores estavam içando o caixão, usando uma escada de bambu para colocá-lo na torre funerária. A escada deslizou, e o ataúde caiu.

As torres funerárias, chamadas lakkian, são esculpidas suntuosamente. O corpo é colocado no alto e, em seguida, acontece uma cerimônia tradicional muito elaborada.

O acidente, registrado em vídeo, viralizou na internet. A vítima morreu no hospital devido aos ferimentos – assista aqui ao vídeo.

https://g1.globo.com/mundo/noticia/indonesio-morre-esmagado-pelo-caixao-de-sua-mae.ghtml

Resultado de imagem para lakkian

GOOGLE IMAGENS

Read Full Post »

Older Posts »