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Archive for 21 de março de 2017

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No dia 21 de março mais de 40 países comemoram o Dia Internacional da Síndrome de Down. Esta data foi criada pela Organização das Nações Unidas em 2006. Qual o propósito de haver um dia especial para as pessoas com Down? Para chamar a atenção sobre uma condição que afeta, aproximadamente, 1 em cada 700 pessoas no mundo todo e que ainda carrega um preconceito muito grande.

O mundo evoluiu e mudou demais nos últimos anos, especialmente neste século que mal começamos.

A Síndrome de Down não deve ser considerada como uma doença crônica. É uma condição que tem uma causa genética bem definida, que é a trissomia do cromossomo 21 (ao invés de 2 cromossomos, há 3). Isso faz com que as pessoas apresentem determinadas características físicas e deficiência intelectual.

Não obstante — e essa é a grande mudança que houve nos últimos tempos — estas pessoas, quando precocemente estimuladas, preferencialmente desde bebês, podem desenvolver potencialidades que garantem sua inclusão em várias atividades produtivas.

A inclusão, por sua vez, abre as portas para uma vida socialmente acolhedora, o que propicia  autonomia e a possibilidade de independência, inclusive econômica. Isso é essencial e muito importante. As pessoas passam a ter uma identidade social.

Crianças com Síndrome de Down devem ir para as escolas, aprender a ler, a escrever e ao longo de seu desenvolvimento adquirir o conhecimento de que necessitam para exercer uma determinada profissão.

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Por isso, quanto maior o número de escolas inclusivas, melhor para todos. Isso mesmo: principalmente para as outras crianças, posto que desde pequenas aprendem a brincar e a estar junto, sem quaisquer tipos de preconceitos. Aprendem, essencialmente, a conviver com a fantástica diversidade humana, que nos torna — todos nós — especiais.

No Brasil há instituições como a Apae de São Paulo, que promovem o diagnóstico e a inclusão da pessoa com Deficiência Intelectual, aí incluídos os que tem Síndrome de Down, propiciando o desenvolvimento de habilidades e potencialidades para favorecer a escolaridade e o emprego apoiad?o. Temos hoje muitas pessoas com Down com atividades produtivas em diversas áreas de atuação.

O preconceito é um limite. Fecha portas e impede que se veja e que se entenda a potencialidade de cada pessoa. Vamos apoiar a inclusão das pessoas com Síndrome de Down.

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http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/sindrome-de-down-no-seculo-xxi-houve-alguma-mudanca.html

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A criança com síndrome de Down tem idade cronológica diferente de idade funcional, desta forma, não devemos esperar uma resposta idêntica à resposta das crianças sem a síndrome. Esta deficiência decorre de lesões cerebrais e desajustes funcionais do sistema nervoso:

O fato de a criança não ter desenvolvido uma habilidade ou demonstrar conduta imatura em determinada idade, comparativamente a outras com idêntica condição genética, não significa impedimento para adquiri-la mais tarde, pois é possível que madure lentamente. (SCHWARTZMAN, 1999, p. 246).

A prontidão para a aprendizagem depende da complexa integração dos processos neurológicos e da harmoniosa evolução de funções específicas como linguagem, percepção, esquema corporal, orientação têmporo-espacial e lateralidade.

É comum observarmos na criança Down, alterações severas de internalizações de conceitos de tempo e espaço, que dificultarão muitas aquisições e refletirão especialmente em memória e planificação, além de dificultarem muito a aquisição da linguagem.

Crianças especiais como as portadoras de síndrome de Down, não desenvolvem estratégias espontâneas e este é um fato que deve ser considerado em seu processo de aquisição de aprendizagem, já que esta terá muitas dificuldades em resolver problemas e encontrar soluções sozinhas.

Outras deficiências que acometem a criança Down e implicam dificuldades ao desenvolvimento da aprendizagem são: alterações auditivas e visuais; incapacidade de organizar atos cognitivos e condutas, debilidades de associar e programar sequências.

Estas dificuldades ocorrem principalmente porque a imaturidade nervosa e não mielização das fibras pode dificultar funções mentais como: habilidade para usar conceitos abstratos, memória, percepção geral, habilidades que incluam imaginação, relações espaciais, esquema corporal, habilidade no raciocínio, estocagem do material aprendido e transferência na aprendizagem. As deficiências e debilidades destas funções dificultam principalmente as atividades escolares.

Entre outras deficiências que acarretam repercussão sobre o desenvolvimento neurológico da criança com Síndrome de Down, podemos determinar dificuldades na tomada de decisões e iniciação de uma ação; na elaboração do pensamento abstrato; no cálculo; na seleção e eliminação de determinadas fontes informativas; no bloqueio das funções perceptivas (atenção e percepção); nas funções motoras e alterações da emoção e do afeto. (SCHWARTZMAN, 1999, p. 247)

No entanto, a criança com Síndrome de Down tem possibilidades de se desenvolver e executar atividades diárias e até mesmo adquirir formação profissional e no enfoque evolutivo, a linguagem e as atividades como leitura e escrita podem ser desenvolvidas a partir das experiências da própria criança.

Do ponto de vista motor, hipercinesias associadas à falta de iniciativa, espontaneidade ou hipercinesias e desinibinição são frequentes. E estes padrões débeis também interferem na aprendizagem, pois o desenvolvimento psicomotor é à base da aprendizagem.

As inúmeras alterações do sistema nervoso repercutem em alterações do desenvolvimento global e da aprendizagem. Não há um padrão estereotipado previsível nas crianças com Síndrome de Down e o desenvolvimento da inteligência não depende exclusivamente da alteração cromossômica, mas é também influenciada por estímulos provenientes do meio.

No entanto, o desenvolvimento da inteligência é deficiente e normalmente encontramos um atraso global. As disfunções cognitivas observadas neste paciente não são homogêneas e a memória sequencial auditiva e visual geralmente é severamente acometida.

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A Síndrome de Down é definida por uma alteração genética caracterizada pela presença de um terceiro cromossomo de número 21, o que também é chamado de trissomia do 21. Trata-se de uma deficiência caracterizada pelo funcionamento intelectual inferior à média, que se manifesta antes dos 18 anos. Além do déficit cognitivo e da dificuldade de comunicação, a pessoa com Síndrome de Down apresenta redução do tônus muscular, cientificamente chamada de hipotonia. Também são comuns problemas na coluna, na tireoide, nos olhos e no aparelho digestivo. Muitas vezes, a criança com essa deficiência nasce com anomalias cardíacas, solucionáveis com cirurgias.

A origem da Síndrome de Down é de difícil identificação e engloba fatores genéticos e ambientais. As causas são inúmeras e complexas, envolvendo fatores pré, peri e pós-natais.

A Síndrome de Down na sala de aula

A primeira regra para a inclusão de crianças com Down é a repetição das orientações em sala de aula para que o estudante possa compreendê-las. “Ele demora um pouco mais para entender”, afirma Mônica Leone Garcia, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. O desempenho melhora quando as instruções são visuais. Por isso, é importante reforçar comandos e solicitações com modelos que ele possa ver, de preferência com ilustrações grandes e chamativas, com cores e símbolos de fácil compreensão.

A linguagem verbal, por sua vez, deve ser simples. Uma dificuldade de quem tem a síndrome, em geral, é cumprir regras. “Muitas famílias não repreendem o filho quando ele faz algo errado, como morder e pegar objetos que não lhe pertencem”, diz Mônica. Não faça isso. O ideal é adotar o mesmo tratamento dispensado aos demais. “Eles têm de cumprir regras e fazer o que os outros fazem. Se não conseguem ficar o tempo todo em sala, estabeleça combinados, mas não seja permissivo.”

Mantenha as atividades no nível das capacidades da criança, com desafios gradativos. Isso aumenta o sucesso na realização dos trabalhos. Planeje pausas entre as atividades. O esforço para desenvolver atividades que envolvam funções cognitivas é muito grande. Às vezes, o cansaço da criança faz com que as atividades pareçam missões impossíveis. Valorize sempre o empenho e a produção. Quando se sente isolada do grupo e com pouca importância no trabalho e na rotina escolares, a criança adota atitudes reativas, como desinteresse, descumprimento de regras e provocações.

Dia Internacional da Síndrome de Down

Em 2006, a associação Down Syndrome International instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data foi escolhida por ser grafada como 21/3, que faz alusão à trissomia do cromossomo 21.

https://novaescola.org.br/conteudo/280/o-que-e-sindrome-de-down

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Belga tem coleção de mais de 20 mil bichos de pelúcia (Foto: Yves Herman/Reuters)

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http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/belga-tem-colecao-de-mais-de-20-mil-bichos-de-pelucia.ghtml

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Primeiro dia de trabalho de filhotes de cães fofos

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Primeiro dia de trabalho de filhotes de cães fofos

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http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=9084

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Receita de lombo de porco envolto em bacon

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Lombo de porco enrolado com bacon (Serve 6 porções)

Tempo de preparo: O marinado precisa ser feito com algumas horas de antecedência + 30 minutos no forno assando.

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CLIC NA RECEITA:

http://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=9085

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Tem muita gente querendo categorizar o que as pessoas fazem da sua vida nas redes sociais, e esquecendo de ver o lado bom das coisas. Tudo tem dois lados e já passou da hora de julgarmos menos e deixarmos as pessoas serem felizes do jeito que quiserem.

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VAMOS PARAR DE JULGAR A FELICIDADE DAS PESSOAS?

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Ninguém é feliz 24 horas por dia. Não se engane. E aquelas pessoas que parecem ser felizes o tempo todo, não estão tentando te enganar. Simplesmente, elas gostam de compartilhar com você o que há de lindo no mundo, fotos de suas melhores versões, fotos de seus melhores momentos, motivações, pensamentos. Assim como tem gente que gosta de compartilhar catástrofes, terror, mazelas.

Existe muito julgamento no mundo, nos dias de hoje, julgam o que tu posta nas redes sociais, julgam quando tu tens um posicionamento diferente do outro, julgam o que tu vestes no dia a dia, julgam até mesmo o que tu comes diariamente, e isso está deixando algumas pessoas, como eu, de saco cheio. Cada dia tu descobre que tem problemas por algum motivo sem sentido, ou por que posta motivação demais, ou por que posta fotos demais com teu companheiro, ou por que posta fotos demais do teu animal de estimação.

Li uma matéria esses dias que um casal feliz é aquele que não tem vestígios da vida deles nas redes sociais, certo, e se aquele casal gostar de expor um pouco que seja da sua vida em alguma mídia? Por incrível que pareça, existe gente que é romântica de verdade, que gosta de escrever declarações de amor diariamente no perfil do amado, não é meu caso, mas amaria ser assim.

Outra matéria dizia que quem posta selfies, tem problemas mentais, ok, comecei a me enquadrar em vários quadros psicológicos diferentes, só rodando o meu feed de notícias, sem ter ido a um psicólogo de verdade. Cheguei a ficar preocupada por um momento, mas depois de refletir por meio segundo, percebi que tanto faz, se está me fazendo bem, tenho mais que continuar realizando.

As pessoas gostam muito de rótulos e esquecem que cada um tem uma forma diferente de viver e de agir. Tem pessoas que realmente são felizes em redes sociais, tem pessoas que são felizes sem ter perfil em lugar algum. E tu pode ter certeza, que mesmo aqueles que atualizam muito suas redes, não compartilham nem 10% do seu dia a dia, óbvio que tudo é editado, óbvio que são tiradas 30, 50 fotos para salvar uma. Óbvio que as legendas das fotos são pensadas, para fazerem outra pessoa refletir. E qual o problema nisso tudo?

Tristezas, solavancos do quotidiano, amarguras, alegrias secretas, risadas, compartilhamos diariamente com aqueles que estão no nosso círculo de intimidade, a vida editada, compartilhamos nas redes, e tem dias que a gratidão é tão grande que compartilhamos com o mundo, o que foi super facilitado com o boom das mídias sociais.

Um inspira o outro pelas redes, e só consigo ver benefícios nisso, são os amigos de infância que se reencontram, é aquela pessoa que estava triste e vê uma imagem bonitinha e melhora seu dia, é aquele casal que se conheceu pelo site de relacionamento, é aquela pessoa que descobriu um novo jeito de ganhar dinheiro, é aquela profissão que surgiu, é aquela menina que gosta de escrever para vocês, viu, só benefícios. É muita gente cagando regra e pouca gente vivendo a vida de verdade. E o viver de verdade como tudo na vida teve um upgrade, e tem gente que vive de verdade, com as redes complementando isso.

Vamos deixar as pessoas serem felizes do jeito que elas querem?

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http://obviousmag.org/viviane_becker/2017/post.html

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Fica claro que há a necessidade de haver tristezas e vazios, porque é disso que essa velha senhora se alimenta, afinal. Pessoas felizes e contentes consigo mesmas não comem demais, não bebem demais, não postam demais nas redes sociais, não compram demais. Assim, conclui-se que a sociedade sempre vai te devorar, seja você quem for.

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Recentemente, saiu notícia sobre uma jovem que faleceu de embolia pulmonar após submeter-se à cirurgia bariátrica. A história ganhou muita visibilidade após postagem bastante emocionante de sua irmã, contando sobre como a moça tinha sofrido durante sua vida inteira por ser obesa, sobre o quanto essa cirurgia significava para ela a chance de uma nova vida e sobre como essa fatalidade acabou matando-a. A história é muito comovente e mexeu bastante comigo por diversos motivos, entre eles, o fato de eu ter sido obesa e ter corrido risco de embolia pulmonar também.

No entanto, dá a impressão, ao sabermos dessas histórias, de que se ela não tivesse falecido, sua vida seria um mar de rosas, ela passaria a ser aceita e amada por todos, porque estaria magra. Seria finalmente aceita pela sociedade. Pois é justamente esse ponto que considero que vale a pena refletir. Tenho uma história de vida interessante nesse sentido, porque posso dizer que existiram duas de mim: a que vivia antes de adoecer, que simbolicamente morreu; e a nova versão de mim, surgida depois do evento.

A primeira versão de mim era muito bem aceita pela sociedade em diversos aspectos. Afinal, segui o roteiro da vida bem sucedida à risca: formei-me em uma boa faculdade, casei e tive um filho. Era uma mulher totalmente normal. Casada no civil, aliança dourada na mão esquerda, casa própria financiada em 20 anos pela Caixa, carro popular, um lindo filho e vários gatos de estimação. Éramos o protótipo da família Doriana: finais de semana no shopping, comendo fast food e indo ao cinema (tirando fotos com óculos 3D e postando: “cineminha com a família”), eventualmente passeios no Thermas, praia ou montanha nas férias, tudo como manda o figurino. Essa velha senhora que é a sociedade me sorria. Quando me perguntavam meu estado civil, eu respondia: ‘casada’, com aquele alívio de ser totalmente normal.

Ocorre que, como todo mundo que vive sua vida no palco alheio, adaptada a roteiros pré-programados e não pensados, eu sentia muitos vazios e muitas angústias. Vivia sempre com a sensação de desconforto de quem não está no lugar certo, aquela sensação que temos quando vestimos uma roupa que não nos serve muito bem. Os outros olham e acham que está ótimo, mas aperta quando senta, incomoda, pinica. Assim, meus vazios eram todos preenchidos da forma mais tradicional: comida, bebida, bens materiais, uso excessivo de redes sociais. Isso me levou a engordar e minha autoestima foi ficando enfraquecida, o que me levava a comer mais ainda. Minha vaidade passou a não existir mais e eu evitava até de sair de casa.

Assim, virei uma mulher obesa e desleixada, antissocial. Pois aí, a sociedade, aquela estranha senhora, me devorava, sem dó nem piedade. Se era padronizada por um lado, passava muito longe do ideal de mulher que a sociedade aplaude por outro, com seu corpo perfeito, cabelos sedosos e roupas da moda. Era a típica mulher que casou e desleixou de sua aparência, de seu trabalho, de sua vida pessoal, motivo de comentários e preconceitos por todos os lados.

Então, minha vida deu uma enorme reviravolta. Diante da perspectiva de morte, muita coisa mudou: meu casamento acabou, meu trabalho decolou, eu perdi 30 quilos e ganhei muita vitalidade. Minha vaidade retornou. Voltei a usar lentes de contato, a comprar roupas em lojas normais (não plus size), a ser paquerada na rua. Ainda mais, tive a sorte de nascer branca, alta e de olhos azuis e, todos sabemos, a sociedade sorri muito para pessoas que nascem brancas, altas e de olhos azuis – ainda que esse não seja mérito pessoal nenhum.

Agora sim, essa velha senhora só tinha motivos para sorrir para mim, certo? Errado. A sociedade é uma estranha senhora que hoje sorri e amanhã te devora. A sociedade não gosta muito de mulheres solteiras, para começar. Lembra daquele filme ‘Mulher solteira procura’ – procura homem, certo? Se você está solteira, com 100% de certeza está procurando um marido. Se falou com alguém do sexo oposto, certamente tem segundas intenções; se não quer sair com algum deles, está escolhendo demais; se quer sair com vários, está desesperada. Se você argumenta que gosta de estar solteira, não convence.

Além disso, a sociedade não gosta de pessoas que se destacam, por nada. Se você venceu a luta contra a obesidade, você é a prova viva de que é possível fazer isso, e isso incomoda; se você se esforça para ser mais culta e estudiosa, acordando mais cedo para ler mais, por exemplo, isso incomoda; se você viaja sem marido, com filho e cuia, se vira e paga tudo do próprio bolso, isso incomoda. A sociedade gosta do médio, do medíocre. O que destaca, incomoda.

“Se eu bebo de madrugada, me chamam de arruaceiro; quando eu bato, quando eu brigo, me chamam de barraqueiro; eu vou fazendo o meu batuque, me chamam de batuqueiro; e se eu tô forte, tô na pilha, já me chamam de parceiro, mas se eu tô numa cilada, não passo de maloqueiro; se eu tô sempre numa esquina, viro logo macumbeiro; quando eu mudo a levada, levo fama de funkeiro”, diz a canção da Ana Carolina. “O povo fala, o povo fala mesmo”.

estranhasenhora 1.jpg Foto de Dulla, para a Revista Superinteressante, Edição 348 – Junho de 2015.

Fica claro para mim, portanto, que há a necessidade de haver tristezas e vazios, porque é disso que essa velha senhora se alimenta, afinal. Pessoas felizes e contentes consigo mesmas não comem demais, não bebem demais, não postam demais nas redes sociais, não compram demais. Se estou feliz com meu corpo, não vou gastar dinheiro em academia, dietas, revistas de dietas, livros de dietas, cirurgias plásticas de redução de medidas. Se estou feliz com meu telefone não vou trocar por outro a cada ano. Se estou feliz com minha vida de solteira, não vou instalar 42 aplicativos de encontros no meu celular, nem frequentar assiduamente bares de solteiros.

E a sociedade vai viver de que?

O comércio depende de vazios e carências, assim como revistas, mídias, cinema, redes sociais. “Quanto mais rica for sua vida interior, mais você é estruturado pelos valores não apenas morais, mas culturais e espirituais estáveis e fortes, menos sentirá necessidade de, no sábado à tarde, por os filhos no carro para comprar engenhocas inúteis no supermercado da esquina. Recíproca: quanto mais os valores tradicionais se corroem, mais ficamos dependentes e mais nos tranquilizamos consumindo”, disse o filósofo francês, Luc Ferry no livro “A revolução do amor”.

Do que as pessoas medíocres vão falar se não tiver mais gente gorda, magra, desleixada, vaidosa, alta, baixa, rica, pobre, inteligente, estúpida, solteira, casada, gay, negra, etc, mais como assunto principal nas rodinhas de conversas? Para que isso acontecesse, essas pessoas teriam que encontrar assuntos mais interessantes e o perigo seria enorme para essa velha senhora. Assuntos interessantes abrem mentes e aumentam a autoestima, fortalecem os valores morais, culturais e espirituais.

Assim, conclui-se que a sociedade sempre vai te devorar, seja você quem for. Não há saída. Ou você é devorado por ser gordo, ou por ser feio, ou por ser pobre ou rico demais; talvez por ser bonita demais, inteligente, ou até mesmo por ser ignorante; por ser mulher, por ser gay, por ser homem (sim! Se você nasceu homem, branco e heterossexual já pode ser considerado opressor, ainda que não tenha escolhido isso).

Então, para escapar das garras dessa velha senhora é necessário um autoconhecimento honesto e profundo, pois só assim consegue-se fazer escolhas com base em suas próprias vontades, desejos e valores, mas já sabendo que seja qual for sua escolha, haverá uma onda no sentido contrário fazendo uma força enorme para lhe arrastar junto com ela.

E como disse o Zaratustra, de Nietzsche, “( … ) se te apetece esforçar, esforça te, se te apetece repousar, repousa, se te apetece fugir, fuja, se te apetece resistir, resista, mas saiba bem o que te apetece, e não recue ante nenhum pretexto, porque o universo se organizará para te dissuadir”.

“E, quem dera, os moradores, e o prefeito e os varredores, e os pintores e os vendedores, as senhoras e os senhores, e os guardas e os inspetores…. Fossem somente crianças”, finaliza a canção do Chico Buarque, que inspirou o título desse texto.

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http://obviousmag.org/algo_pensa_em_mim/2017/a-sociedade-e-uma-estranha-senhora-que-hoje-sorri-e-amanha-te-devora.html

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PODEMOS AJUDAR APENAS PESSOAS QUE QUEREM SER AJUDADAS

Por mais que tentemos nos envolver nos dramas alheios , ouvindo e amparando, cabe a cada um decidir se quer realmente sair do buraco ou continuar nele. Cabe a cada um escolher entre aceitar o apoio do outro ou continuar se lamentando. Cabe a cada um reinventar ou pelo menos tentar reinventar a própria vida ou passar anos e anos reclamando e sofrendo por tudo.

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Sou contra a “filosofia”:”cada um no seu quadrado”. Respeito quem pensa e age assim, mas pessoalmente considero um jeito egoísta de viver. Obviamente , cada um faz o que quer da vida e não invadindo a liberdade do outro, viver numa bolha é um direito. Por outro lado, nem sempre podemos ajudar as pessoas. Só podemos ajudar quem quer ser ajudado.

Por mais que tentemos nos envolver nos dramas alheios , ouvindo e amparando, cabe a cada um decidir se quer realmente sair do buraco ou continuar nele. Cabe a cada um escolher entre aceitar o apoio do outro ou continuar se lamentando. Cabe a cada um reinventar ou pelo menos tentar reinventar a própria vida ou passar anos e anos reclamando e sofrendo por tudo.

Algumas pessoas odeiam o trabalho que fazem, mas não buscam novas oportunidades. Outras insistem em manter relações amorosas infelizes. Algumas pessoas criticam severamente certos “amigos”, mas continuam se encontrando com eles regularmente e levando em conta a opinião dos mesmos.

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Muita gente se recusa a aceitar a ajuda das pessoas que as amam. Muita gente se recusa a entender que precisam de ajuda , que não é apenas cansaço, que não é apenas uma fase, que não é falta de Deus. Que é falta de vida. Que é falta de lazer , de tempo para si. Que é falta de descanso, que é falta de tempo para se cuidar, para dormir, para se divertir , para rir, para jogar conversa fora, para ouvir uma música em paz, para se espreguiçar de manhã com calma.

Muita gente leva anos e anos para aceitar que precisa de ajuda profissional, que precisa de terapia. Terapia para si, terapia de casal, para os filhos. Sim, não é fácil perceber que somos autores de nossa vida e que temos responsabilidade sobre como reagimos àquilo que nos acontece. Não podemos impedir que as pessoas sejam crueis conosco. Não podemos impedir que as pessoas nos machuquem, nos ironizem, nos abandonem, nos desprezem, mas por outro lado, podemos sim escolher entre sofrer eternamente ou superar. Permanecer no mesmo esquema doentio de vida ou tentar mudar.

Não temos culpa se nossos filhos têm um temperamento difícil, mas podemos aplacar este drama com uma educação mais rígida e um acompanhamento psicológico. Sim, crianças também sofrem com problemas psicológicos e precisam ser ajudadas. Não temos culpa por apresentarmos um temperamento mais depressivo, mas podemos pedir ajuda , tentar nos entender melhor, buscar formas de nos sentirmos mais animados.

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Infelizmente , por muitos motivos , as pessoas temem as mudanças, mesmo que sejam para melhor. Infelizmente, quebrar paradigmas é tarefa árdua e assustadora para muitos. Muitos preferem sofrer com um drama conhecido a serem felizes com uma realidade nova. Ou simplesmente não acreditam em realidades novas. Sem falar que na nossa sociedade , o sofrimento é uma forma de distinção social. Tanto o bem-sucedido como o mártir ocupam o seu lugar de destaque. No meio, ficam aqueles que vivem a vida, sem grandes conquistas, mas também sem grandes dramas, vivendo um dia por vez.

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http://obviousmag.org/cinema_pensante/2017/03/podemos-ajudar-apenas-pessoas-que-querem-ser-ajudadas.html

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