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Archive for 19 de fevereiro de 2017

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L I Ç Ã O

Lucy, a cadela marrom, e Sully, branco, são dois amigos inseparáveis

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Os cachorros Lucy e Sully são inseparáveis. Não exatamente como mãe e filhote, mas certamente como irmã mais velha e irmão mais novo. A ligação entre os dois é tão grande que quando uma pessoa chegou para adotar Lucy, ela não deixou o abrigo sem que Sully fosse levado junto. Sendo assim, Alaina Brinton voltou para casa com dois cães.

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Lucy e Sully descansando juntos

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A jovem americana havia perdido recentemente seu antigo cão e buscou um novo filhote para adotar. Ela contou ao site “The Dodo” que se apaixonou por Lucy, uma filhote de Redbone, assim que viu sua foto no site do abrigo. “Mas quando liguei, me disseram que eu não conseguiria adotar só ela”, disse Alaina. Chegando na casa de adoção, ela entendeu o porquê. Sully, alguns meses mais novo, tinha encontrado conforto na companhia de Lucy e a cadela não o deixaria sozinho.

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Lucy e Sully dividindo o colchão

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Brinton diz que não teve problemas para levar Sully também, afinal se apaixonou imediatamente também por ele. Ela conta que os dois animais estão sempre juntos, seja brincando, comendo, descansando ou fazendo besteiras pela casa. Sully tem um temperamento mais assustado, de maneira que apenas a companhia de Lucy o acalma.

Os três já vivem juntos há sete anos em Kentucky, nos EUA. “Eles são amigos para sempre”, diz Brinton.

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Lucy e Sully estão juntos em todos os momentos

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http://extra.globo.com/noticias/animais/cadela-recusa-ser-adotada-sem-que-seu-amigo-seja-levado-tambem-20949671.html

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Em alguns locais, gado foi separado do pasto e da água. Agricultor conta que recebeu R$ 5,39 por terreno, valor inferior ao da passagem para buscar dinheiro no banco.

Obras inacadabadas cortam sítios, lavouras e deixam incertezas para a população

(Foto: Wagner Sarmento/TV Globo)

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LEIA BEM MAIS, CLIC:

http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/transnordestina-atravessa-terrenos-e-deixa-marcas-em-familias-desapropriadas.ghtml

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O agricultor Nelson Simião do Nascimento guarda o papel em que informam o pagamento pelo terreno desapropriado para as obras da Transnordestina

(Foto: Wagner Sarmento/TV Globo)

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“Nunca vou pegar esse dinheiro. Não quero essa mixaria. Cortaram minha terra no meio e ofereceram isso aí. Mas o governo é quem precisa, né? Eu não devo estar precisando não. Então, deixa esse tostão para eles”, ironizou, contando que ainda viu a cacimba onde armazenava água ser entupida de pedras e poeira.

Questionado sobre os baixos valores oferecidos pelos terrenos, o Dnit informa que laudos, plantas genéricas e estudos são baseados em valores locais, elaborados pelos governos de cada estado. “Toda a negociação com os expropriados é coordenada pela equipe do governo estadual. Como o DNIT não tem em mãos todos os laudos, uma vez que ainda não tem a prestação de contas, não é possível falar sobre um caso específico”, diz a nota do departamento.

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O agricultor Gesislau José Rodrigues, 64, conta que seu gado ficou de um lado e o açude do outro (Foto: Wagner Sarmento/TV Globo)

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Não bastasse a dor de cabeça, a indenização prometida ainda não foi paga. “Perdi um terreno de três hectares. Me ofereceram R$ 200 e depois aumentaram para R$ 500. O valor já era absurdo, mas a obra já estava acontecendo. Tive que aceitar. Falaram que eu receberia o dinheiro em 15 dias. Faz um ano e nada”, denuncia. Além disso, a passagem do povoado até o centro de Paulistana foi destruída e os moradores ficaram isolados.

A poucos quilômetros dali, fica a propriedade de José Jubelino da Silva, 50, líder comunitário do Mucambo. Foi bem no meio de seu sítio que a colocação dos trilhos e dormentes parou. Segundo ele, desde dezembro de 2015, não aparece ninguém por lá. Há dezenas de trilhos soltos, deixados no terreno que também ficou dividido.

“Essa ferrovia pode até trazer benefícios um dia, e a gente torce por isso, mas até agora os impactos foram devastadores para a gente. A desapropriação foi quase de graça, os terrenos ficaram desvalorizados e a gente perdeu o direito de ir e vir. Ninguém enxerga a gente”, enfatiza o líder comunitário. As 180 ovelhas que ele cria ficaram sem acesso a água.

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OLHA… É DE CHORAR… 

ISSO É O QUE TEM SIDO FEITO COM O 

BRASIL

E COM O POVO BRASILEIRO.

LEIA TUDO!

Mary

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ME FAZ LEMBRAR, PELA ENÉSIMA VEZ, O POEMA DE 

BERTHOLD BRECHT, QUE DIZ MAIS OU MENOS ASSIM:

🍃🌸🍃‿`•.¸.•🍃🌸🍃‿.•*´¯ 🍃🌸🍃 •*´¯🍃🌸

Primeiro levaram os negros

mas, como eu não sou negro, não me importei…

Depois, levaram os pobres

mas, como não sou pobre, não me importo…

Agora, estão me levando… e não tem ninguém mais para se importar comigo!

🍃🌸🍃‿`•.¸.•🍃🌸🍃‿.•*´¯ 🍃🌸🍃 •*´¯🍃🌸

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Balão caiu sobre casas no Jardim dos Oliveiras, em Campinas (Foto: Tatiane Piacente Tomaz)

Balão caiu sobre casas no Jardim dos Oliveiras, em Campinas

(Foto: Tatiane Piacente Tomaz)

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FALTA DO QUE FAZER!

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Seis pessoas foram detidas na manhã deste domingo (19), em Campinas (SP), após um balão cair sobre seis residências no Jardim dos Oliveiras. O artefato caiu por volta das 9h e derrubou um poste de energia e a antena de uma casa. Moradores do bairro iniciaram o combate ao fogo e o incidente mobilizou a Polícia Ambiental, Guarda e Bombeiros. Não houve feridos.

Um dos detidos negou participação no caso, mas, por outro lado, disse que o balão teria sido solto às 6h na Zona Leste de São Paulo. Ele estava com outro suspeito em um carro com placas de Teresópolis (RJ) e contou que a estrutura tem cerca de 48 metros de comprimento. Este veículo e a moto usada pelos outros suspeitos foram apreendidos.

A dupla e os outros quatro foram detidos após tentarem “resgatar” o artefato. A queda ocorreu na Rua Walter Teixeira Virgili e um caminhão deve ser enviado pela Prefeitura para retirada dos materiais do balão. Os suspeitos devem ser levados para o 5º Distrito Policial, no Jardim Amazonas, onde o caso deve ser investigado pela Polícia Civil.

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Balão caiu no Jardim das Oliveiras, em Campinas, na manhã deste domingo (Foto: Johnny Inselsperger / EPTV)

Balão caiu no Jardim dos Oliveiras na manhã deste domingo

(Foto: Johnny Inselsperger / EPTV)

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Em virtude do incidente, houve interrupção no fornecimento de energia para alguns moradores. A assessoria de imprensa da CPFL informou que 190 clientes foram afetados, e o serviço foi normalizado imediatamente. Soltar, fabricar ou vender balões é crime, e a pena varia de um a três anos de prisão. Cada suspeito, segundo a Polícia Ambiental, será multado em R$ 7,5 mil.

Atropelamento
Um dos suspeitos detidos relatou que um rapaz interessado em participar do resgate do balão foi atropelado por um carro nas proximidades do cruzamento entre a Avenida Engenheiro Francisco de Paula Souza e Rua Constantino Suriani, enquanto tentava acompanhar a trajetória do artefato.

A vítima foi socorrida pelo Samu ao Hospital Mário Gatti e, de acordo com a assessoria da administração municipal, ele passará por exames e o estado de saúde é considerado estável.

A Polícia Civil não confirmou a relação entre os casos até a publicação desta reportagem.

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Homem atropelado ao atravessar via estaria acompanhando trajetória do balão (Foto: VC no G1)

Homem atropelado ao atravessar via estaria acompanhando trajetória do balão

(Foto: VC no G1)

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Outro caso
No sábado (18), ONTEM MESMO, um balão caiu na rede elétrica próxima a um posto de combustíveis na Avenida das Amoreiras. Imagens obtidas pela EPTV, afiliada da TV Globo, mostram dois homens tentando recuperá-lo.

 O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência, mas, como não houve incêndio, nenhuma equipe foi deslocada para o local. A Polícia Militar não deu detalhes sobre a ocorrência.

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Suspeitos informaram que balão tem 48 metros de comprimento (Foto: Johnny Inselsperger / EPTV)

Suspeitos informaram que balão tem 48 metros de comprimento

(Foto: Johnny Inselsperger / EPTV)

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2017/02/grupo-e-detido-apos-queda-de-balao-sobre-6-residencias-em-campinas-sp.html

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AS PESSOAS IRRESPONSÁVEIS SEGUEM UM BALÃO POR QUILÔMETROS E QUILÔMETROS… PARA RECUPERAREM A TOCHA… O CÍRCULO DE ONDE SAI O BALÃO INTEIRO… PORQUE AQUELA É A PARTE “MUITO CARA” DE UM GRANDE BALÃO.

ACHO UMA IMENSA IRRESPONSABILIDDE!

CORRUPÇÃO TAMBÉM É ISSO! CORROMPEM NORMAS DE SEGURANÇA, SEM SE PREOCUPAR COM OS MALEFÍCIOS AOS OUTROS, A MUITOS, A VÁRIOS… PODENDO OCASIONAR INCÊNDIOS NAS MATAS, NAS CASAS E ATÉ MATAR PESSOAS E ANIMAIS!

DESTRUIÇÃO É A PALAVRA QUE OS INCENTIVA!

ACÉFALOS!!!!!

RIDÍCULOS!!!

Mary

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A base do sistema criado por Balakrishnan eram princípios e ensinamentos de Karl Marx, Lenin e Mao Tse Tung.

Aravindan Balakrishnan tinha total controle sobre as mulheres

(Foto: BBC)

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Era por volta de 11h15 de 25 de outubro de 2013 quando a porta de um apartamento na região de Brixton, no sul da capital da britânica, se abriu. Duas mulheres saíram dele, chegando à rua silenciosa e pouco movimentada.

A mais jovem delas, Rosie, caminhava de uma forma estranha. Seus movimentos eram rígidos e desajeitados, como se ela não estivesse acostumada a percorrer nem curtas distâncias.

Na realidade, ela havia passado os últimos 30 anos – sua vida inteira – em cativeiro. Agora, estava doente e precisava de atendimento médico.

Nascida em um “coletivo”, ela não tinha permissão para ir ao médico. Na verdade, nunca havia sido autorizada a sair sozinha. Ouvia que, se tentasse fazer isso, morreria queimada.

Preocupada com a possibilidade de não sobreviver à doença, Rosie e outra mulher, Josie, conseguiram escapar. Uma organização que ajuda pessoas que foram abusadas estava na esquina à espera delas. Junto com a polícia, a entidade tinha ajudado a planejar a fuga.

Logo ficou claro que Rosie e Josie – que tinha 57 anos – não eram as únicas mulheres que viviam naquele apartamento. Quando a polícia foi até lá, encontrou Aisha, uma senhora malaia de 69 anos. Nas semanas seguintes, foi tornaNdo-se cada vez mais óbvio que a vida delas naquele lugar havia sido surreal.

As três mulheres pareciam extremamente assustadas e se referiam muitas vezes a uma “força toda-poderosa” chamada Jackie. Acreditavam que essa força poderia tentar se vingar e machucá-las. Ficavam aterrorizadas com eletricidade, que chamavam de “eeee”, e pareciam nervosas diante de aparelhos domésticos que poderiam queimar ou explodir.

Conforme contava detalhes de suas vidas, Rosie foi ficando mais confiante e decidiu mudar seu nome para Katy, inspirada na música Roar, de Katy Perry, que fala sobre uma mulher superando um relacionamento difícil e encontrando sua voz.

 

A história de Katy e o que ela superou mostram que, na verdade, ela era muito mais forte do que qualquer um poderia imaginar.

Camarada Bala

O dono do apartamento era Aravindan Balakrishnan, a quem as mulheres chamavam de Camarada Bala ou AB. Ao descrever a vida com ele, Katy explica que o homem tinha total controle sobre as mulheres, a quem ele chamava de “camaradas”.

Ele dizia que “era Deus, que dominava o mundo, era imortal e era nosso líder e que nós só tínhamos que obedecê-lo”.

Camarada Bala dizia ter uma máquina “toda-poderosa” à sua disposição, que ele chamava de “Jackie”, um acrônimo para Jeová, Alá, Cristo e Krishna. “Jackie” era supostamente um satélite invisível construído por chineses.

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Katy conta com sobreviveu a uma seita que a deixou trancada por 30 anos

(Foto: BBC)

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Balakrishnan alegava que com, a ajuda de “Jackie”, ele poderia controlar o mundo de dentro do apartamento. Ele dizia ser responsável por todos os acontecimentos mundiais, inclusive guerras e desastres naturais.

Um dia, em 1995, um entregador de pizza tocou a campainha do apartamento por engano. “Bala disse que era o Estado fascista britânico tentando provocá-lo trazendo uma pizza que ele não havia pedido e tocando sua campainha para atrapalhar seu trabalho político”, diz Katy.

Mais tarde naquele dia, houve um enorme terremoto no Japão. “Então, no mesmo dia em que o Estado fascista bateu à porta de Deus, à porta de Bala, houve um grande terremoto em Kobe para punir o Estado fascista”, ela conta. Em japonês, Kobe significa “a porta de Deus”.

Balakrishnan dizia às seguidoras que era apenas uma questão de tempo até ele se tornar o “governador do mundo”, conta Katy.

Ao longo de sua vida, Katy ouvia que ela entraria em combustão espontânea se tentasse sair do apartamento – “Jackie” saberia disso e faria chamas a consumirem.

Dia a dia

A rotina era difícil. As “camaradas” precisavam acordar cedo para fazer o trabalho da casa, cozinhar e servir Balakrishnan.

Elas competiam para agradá-lo. Era considerado uma honra ter autorização para ligar o chuveiro para seu banho ou desligá-lo depois que tivesse terminado.

No início, quando o grupo era maior, algumas eram mandadas para trabalhar fora e ganhar dinheiro para o coletivo. Balakrishnan e sua mulher, a tanzaniana Chandra, jamais tiveram empregos.

Aquelas que não saíam para trabalhar permaneciam no apartamento, onde tinham de acompanhar as leituras matinais de Balakrishnan, de pé, por três ou quatro horas. Quem se sentasse era punida.

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Cartaz mostra como funcionava a seita (Foto: BBC)

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A base do sistema criado por Balakrishnan eram princípios e ensinamentos de Karl Marx, Lenin e Mao Tse Tung. O grupo queria trazer ao mundo a revolução comunista e acreditava estar construindo o “novo mundo”. Eles operavam em segredo e se escondiam do “Estado britânico fascista”.

Mas por que as mulheres ficaram com Balakrishnan por tanto tempo?

O grupo começou como uma organização política de esquerda, mas evoluiu conforme Balakrishnan foi desenvolvendo ideias pseudo-religiosas. “Com o tempo, nós passamos por uma lavagem cerebral”, diz Aisha.

“Nossos cérebros foram infectados. Apagamos todas as ideias que tínhamos. Quando se quer construir um novo mundo, você não pode trazer o velho junto, então, esquecemos tudo o que pensávamos até ali e passamos a preencher o cérebro com novas ideias.”

Aisha e Katy dizem que apanhar era algo frequente no coletivo e que, se houvesse qualquer desobediência, a violência aumentava. No entanto, Josie defende Balakrishnan e nega que ele tenha usado de força.

Prem Maopinduzi

Katy nasceu em 1983. Sua mãe, Sian Davies, se juntou ao coletivo voluntariamente e passou a ter relações sexuais com Balakrishnan no início da década de 1980.

Sian ficou grávida, e sua filha ganhou o nome de Prem Maopinduzi. Prem significa “amor” em hindu e Maopinduzi era aparentemente uma combinação de Mao com a palavra em suaíli para revolução, mapinduzi.

“Significava ‘Revolução do Amor’, e eu odiava isso… Ele achava que, enquanto ele dominava o mundo, eu poderia ser como um soldado ou porta-voz”, conta Katy, que começou na adolescência a referir-se à si mesma como Rosie.

As representantes do coletivo não sabiam quem o pai dela era e foram levadas a acreditar que Sian havia engravidado de “Jackie”. Naquela época, Balakrishnan já falava sobre o Projeto Prem.

Projeto Prem foi uma experiência realizada com crianças com o objetivo de eliminar a família nuclear – um piloto sobre uma nova forma de organização social que seria implementado mundialmente uma vez que Balakrishnan assumisse o comando do mundo.

A camarada Prem, como Katy era conhecida, se vestia com roupas sem identificação de gênero. Nunca foi à escola, nunca conheceu nenhuma outra criança e raramente saiu de casa.

Ela não sabia quem eram seus pais. E o grupo não tinha permissão de demonstrar afeição por ela.

Início

Balakrishnan passou a infância na Ásia. Ele nasceu na Índia em 1940 e mudou-se para Cingapura com sua família quando aos 8 anos.

Em 1963, viajou para o Reino Unido com uma bolsa do Consulado Britânico para estudar na London School of Economics. Como estudante, foi se envolvendo com a esquerda na política e, em determinado momento, abandonou os estudos.

Em 1974, criou o Instituto dos Trabalhadores do Pensamento Marxista-Leninista-Mao Tsetung, que descreveu como um “Partido Revolucionário Mundial iniciado pelos chineses”.

Seu slogan era “o presidente da China é nosso presidente, o trajeto da China é nosso trajeto”.

Em 1976, o Instituto dos Trabalhadores se mudou para instalações na rua Acre Lane, em Brixton. Além da esposa de Balakrishnan e a irmã dela, o grupo consistia principalmente de estudantes de Cingapura e da Malásia que se sentiam divididas quanto ao passado colonial e imperialista da Grã-Bretanha.

Aisha Wahab tinha se mudado para o Reino Unido com 24 anos para estudar levantamento estatístico. Ela se juntou ao grupo logo no início.

“Fiquei muito inspirada e atraída por ele. Pensei que era ótimo tê-lo ali para esclarecer nossos pensamentos sobre o que fazer com a vida”, conta.

Outras integrantes do grupo eram Josie Herivel, uma violonista jovem e brilhante que estudava no Royal College of Music, e Sian, estudante de pós-graduação da London School of Economics que usava o dinheiro enviado pela sua família para pagar o aluguel das instalações.

Não demorou até que as atividades políticas do Instituto dos Trabalhadores atraíssem a atenção da polícia. Em março de 1978, o local foi revirado em uma busca por drogas.

Apesar de não ter sido achado nada ilícito, nove membros do grupo – incluindo Balakrishnan – foram presos por terem atacado policiais durante a operação.

No julgamento, eles se recusaram a reconhecer a autoridade do tribunal e, quando foram chamados, gritaram: “Viva o presidente Mao! Viva o Partido Comunista da China! Morte ao Estado Fascista britânico! Vitória para a revolução mundial!”.

Depois de um período breve de encarceramento, Balakrishnan decidiu que, para escapar da atenção do “Estado fascista britânico”, o grupo deveria viver escondido.

Então, daí em diante, passaram a operar em segredo, mudando frequentemente de casa. Em 1980, haviam restado somente sete seguidores – todas mulheres.

Conforme elas foram parando de sair para trabalhar, o grupo passou a sobreviver somente com a pensão recebida do governo pela irmã de Chandra, que tinha uma deficiência.

Balakrishnan exerceu controle sobre o grupo por muitos anos. Além de ameaças e violência física, usava o passado de cada uma para manter seu domínio.

O pai de Sian havia se matado quando ela era uma adolescente, e Balakrishnan dizia repetidamente que a culpa era dela. Em 1996, a saúde mental de Sian ficou frágil, e, na noite de Natal, ela caiu da janela do banheiro do segundo andar de uma casa em Brixton em uma aparente tentativa de suicídio.

Sian foi levada para o hospital, onde ficou em coma. Balakrishnan insistia que os familiares dela não deveriam ser avisados sobre o que aconteceu. Então, Josie disse a eles pelo telefone que Sian estava viajando pela Índia. Depois de ficar em coma por sete meses, Sian morreu.

Ela não foi a única a falecer durante a existência do coletivo. Em 2004, Oh Kar Eng, uma enfermeira da Malásia que tinha acompanhado Balakrishnan desde os anos 1970, bateu a cabeça no gabinete da cozinha e teve um AVC. Ela morreu no dia seguinte.

Essas duas mortes reforçavam para as mulheres a ideia de que Balakrishnan tinha o poder sobre a vida e a morte.

“AB dizia que ele ajudava as pessoas a viver e que as pessoas que morriam não haviam compreendido o suficiente seus ensinamentos. Isso era algo que me aterrorizava”, conta Aisha. “Eu pensei: ok, da próxima vez, serei eu. Não quero morrer”.

Em 2005, a situação de Katy fez com que ela entrasse em depressão profunda. Observando a vida por uma janela, ela começou a duvidar do poder de Balakrishnan sobre o mundo.

Quando completou 22 anos sem nunca ter saído dali sozinha – e apesar de acreditar que ela poderia ser morta por “Jackie” – Katy tentou escapar, mas, sem experiência de vida alguma, não conseguiu explicar sua situação para um policial. Disse apenas que “havia fugido de casa”.

O policial a convenceu a dar o telefone de Balakrishnan, que foi buscá-la. Ele garantiu que estava tudo bem e levou Katy de volta para o apartamento, onde disse que ela havia sido ingrata. Katy ficou em cativeiro por mais oito anos.

Nova vida

Durante o verão de 2013, Katy perdeu muito peso e ficou tão mal que Josie teve medo de ela não sobreviver. Ir ao médico não era uma opção, então, as duas mulheres bolaram num plano.

Elas contataram Gerard Stocks e Yvone Hall, da Palm Cove Society, uma instituição beneficente que ajuda vítimas de trabalho escravo, tráfico humano, casamento forçado e violência doméstica. Junto com a polícia, eles conseguiram coordenar o resgate.

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Katy na casa de Gerard e Yvone enquanto se recuperava

(Foto: BBC)

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Katy estava determinada a ir embora e não voltar mais. “Eu não poderia mais aguentar viver como um animal, ser tratada com tanto desrespeito e não como uma pessoa.”

Naquele mesmo dia, Yvonne e Gerard levaram Katy, Josie e Aisha para a cidade de Leeds, na região central da Inglaterra, e ofereceram a elas um lugar pra ficar. Katy foi levada ao hospital para receber tratamento para diabetes.

Rapidamente, ficou claro que Katy não tinha muita experiência de vida. Ela ficou extasiada com a grandeza de tudo o que via, porque havia permanecido “confinada” por muito tempo, explica Yvonne.

Ela não conseguia atravessar a rua, nunca tinha tocado em dinheiro e era incapaz fazer qualquer contato visual com outras pessoas.

Depois de algum tempo, Josie e Aisha foram morar em outro apartamento, mas Katy ainda precisava de cuidados especiais, então, ela viveu com Yvonne e Gerard por mais de um ano, enquanto eles a ajudavam a desenvolver as habilidades de que precisaria para viver independentemente.

Balakrishnan foi levado a julgamento e acusado de cometer crimes sexuais, além de manter a filha em cativeiro. Durante a investigação, descobriu-se que ele havia estuprado duas mulheres por muitos anos.

Em janeiro de 2016, Balakrishnan foi condenado a 23 anos de prisão por estupro, assédio sexual, crueldade infantil e cárcere privado de sua filha.

Chandra e Josie divulgaram uma nota para a imprensa declarando sua inocência e dizendo que ele havia sido vítima do “Estado fascista britânico”.

Apesar de ter saído voluntariamente do coletivo, Josie continuou a seguir seus ensinamentos e, agora, dedica seu tempo a tentar limpar o nome de Balakrishnan.

Aisha tem 72 anos e vive em Leeds. Ela alega que não sabia de nenhum abuso sexual no coletivo. Apesar de se arrepender do jeito que Katy era tratada, ainda acredita na importância de campanhas para fazer do mundo um lugar melhor.

Por sua vez, Katy passou a usar o sobrenome Morgan-Davies, que é formado por dois sobrenomes da família de sua mãe.

Ela está se esforçando ao máximo para deixar o doutrinamento para trás e faz progressos notáveis. Está estudando Inglês e Matemática na faculdade e vive em um apartamento próprio.

Testes de DNA confirmaram que Balakrishnan é seu pai. De alguma forma, ela conseguiu perdoá-lo

“Eu o odiava, mas agora não mais. Nelson Mandela disse que você ainda está na prisão se você segurar a sua raiva, ódio e amargura, então, não há lugar para isso em minha vida. Gostaria de me reconciliar com ele no futuro, se ele quiser.”

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OPINIÕES DOS LEITORES:

Bruney Trindade 

HÁ UMA HORA

‘A base do sistema criado por Balakrishnan eram princípios e ensinamentos de Karl Marx, Lenin e Mao Tse Tung’ Aham, tem nada de esquerda, só uma pessoa se aproveitando das ouras. kkk!

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Maria Parolla

HÁ UMA HORA

O chapeu de fazendeiro tambem…adivinha quais hospitais o plano de saude dele cobre? pergunta se os fieis pelo menos tem plano de saude…

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O Animal

HÁ 2 HORAS

Não tem nada de esquerda aí, somente alienação simples e pura, É a mesma coisa que aquele pastor faz de limpar o suor e os seus seguidores alienados acham que o suor dele é santo, e até onde eu sei nem ele nem os seguidores dele são de esquerda.

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http://g1.globo.com/mundo/noticia/como-sobrevivi-a-uma-seita-que-me-deixou-trancada-por-30-anos.ghtml

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E… NÃO DESMEREÇO NINGUÉM… O FATO É QUE “AUTODIDATAS” SÃO MESMO RARÍSSIMOS!

Mary

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SOMOS LUZ!

QUE NADA NOS DETENHA O PENSAMENTO, OS SENTIMENTOS, A LIBERDADE!

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Google Imagens

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Impossível não ficar DI-VI-NA!

Sobrecoxas de frango envoltas em presunto de parma e recheadas com brie e damascos  (Foto: Elisa Correa / Editora Globo)

Sobrecoxa de frango envolta em presunto de parma e recheada com brie e damascos

(Foto: Elisa Correa / Editora Globo)

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Rendimento Serve 4 pessoas
Tempo de preparo 25 min

Ingredientes
5 unidades de sobrecoxas de frango desossadas e sem pele;
100 g de queijo brie;
100 g de damascos;
5 fatias grandes e finas de presunto de Parma;
sal a gosto.

Modo de fazer
1
Bata o brie e os damascos usando um processador de alimentos.
2 Salgue as sobrecoxas, coloque a mistura no centro de cada uma delas e enrole como um rocambole. Cuidado para não salgar muito, pois o presunto de Parma é salgado.
3 Envolva as sobrecoxas com o presunto.
4 Coloque as sobrecoxas em uma assadeira e leve ao forno a 220°C por aproximadamente 30 minutos, ou até estarem cozidas (sacrifique uma unidade, cortando-a para certificar-se de que está completamente assada).

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http://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Comida/Receitas/Pratos-principais/Ave/noticia/2014/06/sobrecoxas-de-frango-envoltas-em-presunto-de-parma-e-recheadas-com-brie-e-damascos.html

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BORA FAZER RAPIDÃO… kkkk… AINDA DÁ PARA O ALMOÇO DE HOJE!???

Mary

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Rute Pogan Marquardt e sua família: empresária resolveu cancelar o plano de saúde e investir o valor que gastaria no tesouro direto; quando a família precisa de atendimento, pagam consultas particulares (Foto: Arquivo pessoal)

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LEIA TUDO SOBRE, CLIC:

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/quem-sao-os-brasileiros-que-deixaram-o-plano-de-saude-e-como-estao-se-cuidando.ghtml

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