Feeds:
Posts
Comentários

Archive for 22 de abril de 2015

OS NOVOS (PSEUDO) INTELECTUAIS DA ERA DIGITAL
PUBLICADO EM SOCIEDADE

Por Ana Josefina Tellechea

*****************************************************************************************************************************************

As tecnologias digitais fizeram com que as distâncias ficassem mais curtas ou até mesmo inexistentes. Vivemos em um mundo no qual a palavra “esperar” quase não faz mais parte do vocabulário – exceto quando se fala na maioria dos serviços públicos burocráticos – assistimos TV enquanto verificamos as novidades da nossa timeline no Facebook e fazemos um tweet enquanto lemos um artigo ou assistimos a um vídeo no Youtube. Mas já parou pra pensar o quanto as informações às quais temos acesso influenciam as nossas vidas?

 

Os ambientes digitais tomaram tal força e proporção que parece ser impossível imaginar a vida sem eles, ao menos para a grande maioria. Experimente sentar-se numa sala de espera qualquer e esquecer o Smartphone ou perceber que não há conexão com a internet. Para nós mulheres, se assemelha àquela sensação de esquecer de colocar um brinco ou o batom antes de sair de casa, para os homens, um braço ou uma perna (sem exageros).

Mas da era digital também emergem monstros – não, não é exagero – sem face e sem escrúpulos que disseminam informações distorcidas da realidade ou até mesmo inverdades completas. A rede permite que essas informações fluam de tal maneira que, mais rápido do que um piscar de olhos, elas se tornam verdades únicas e incontestáveis. E por mais que pareça impossível, existem seres que são piores do que os “monstros”, são os que compartilham e defendem veementemente essas informações.

Em sua ingenuidade e soberba formam um exército da ignorância e saem publicando, compartilhando e opinando, fundamentando-se em inverdades absurdas. Usando-se de preconceitos – leia-se conceitos deturpados – são os novos (pseudo)intelectuais da era digital.

Para estas pessoas não há qualquer diferença entre o “opinar sobre algo” e o “apropriar-se de algo”, ou ainda, entre “realmente conhecer sobre” e o “ler sobre isso em algum lugar da rede”. A democratização dos meios de comunicação, para eles, é sinônimo de falaciar e de se autopromover sem olhar a quem, ou melhor, o quê.

Assim, o Facebook – e outras redes sociais – tornou-se um ambiente de luta de egos, entre o exército da ignorância e o exército da soberba. Discernimento é palavra proibida entre estas pessoas e ser adepto ao meio termo é passível de pena de morte.

Acredito que seja importante ponderar sempre e ir além do que se coloca como única verdade antes de defender uma ideia. As pessoas defendem o feminismo sem saber que muitos de seus argumentos não passam de femismos; defendem a “consciência negra”, sem saber que isso é promover ainda mais a segregação; defendem a pena de morte sem nem entender o sistema penal do nosso país; defendem as minorias sem saber usar argumentos que não ofendam as demais pessoas; postam fotos de gente hospitalizada, sangrando e com doenças gravíssimas, sem saber que aquilo apenas irá expô-las e não ajudá-las; postam foto de gente assassinada pedindo justiça, sem saber que estão sendo inescrupulosas e desrespeitosas…

Enfim, faltam argumentos, faltam fundamentos, faltam informações de fontes confiáveis, falta discernimento e pior do que tudo, falta sede de investigação, pois é mais fácil repetir mentiras que amaciam egos e que mais tarde se tornarão verdades de tantas vezes repetidas, do que fazer análises críticas e construtivas que venham a contribuir para uma sociedade melhor e menos preguiçosa.

FONTE: http://obviousmag.org/codigo_aberto/2015/04/os-novos-pseudo-intelectuais-da-era-digital.html

***

Read Full Post »

***

***

***

***

***

Danke shön, Danke shön  die Blumen… hahaha

Linda!

Mary

*

Read Full Post »

Bem bonito…

***

***

***

***

***

Creative Ways To Turn An Empty Bottle Into A Practical Work Of Art ,#artpeople

***

***

***

***

***

***

***

***

Read Full Post »

ADVERTÊNCIA!

ESTA PESSOA É CONTRAINDICADA PARA CONSUMO

bus-stop-384617_1280.jpg

***

Por relações com mais amor e menos utilidade. Não sejamos objeto, não sejamos instrumento, não sejamos meio para ninguém. Dos afetos honestos, cada encontro é um fim em si mesmo. É no esvaziamento dos excessos acumulados pelo medo da solidão, que nos damos conta de que, quem realmente nos tem apreço, é justamente quem menos precisa de nós.

***

As relações humanas nunca foram puras. Não entremos naquela de dizer de antigamente. Talvez antes houvesse apenas uma convenção social que legitimasse certas obrigações entre as pessoas. Em tempos onde quase tudo pode, vale o julgamento de cada um para determinar o que vai e o que fica.

Parar para pensar no que e em quem queremos em nossa vida pode ser algo muito doloroso. A segurança e o conhecimento de si são imprescindíveis. Aceitar o risco do erro. Porque não somos justos. Não temos como ser justos. Criamos ideais como justiça e liberdade que transcendem em demasia nossas limitações. Mas dentro do possível, ficam algumas observações, dessas que até podem enganar por algum tempo, mas nunca passam batidas.

A insustentável conveniência do ser nos ensina, desde sempre, que estar só é algo ruim. Do sentimento infantil de dependência, acabamos carregando a carência para pretensa maturidade, esta incapacidade de estar só, mesmo que estar acompanhado signifique estar na pior das companhias. E como basicamente nenhuma relação tende a ser equilibrada por sua natureza, pela natureza desigual e diversificada que nos é intrínseca, acaba-se por estar sempre em uma posição ou de domínio ou de submissão, cada qual com sua fragilidade e sua dominação, ambos aglutinados na fraqueza de temer agir diante da questão:

vale a pena?

*

Sejam nas relações amorosas, familiares ou de amizade, há situações que revelam explicitamente o papel que exercemos na vida das pessoas. Há aqueles que só nos procuram quando estão cheios de problemas, porque temos bons ouvidos; os que nos procuram quando precisam encobertar uma furada; ou os que estejam afim apenas de dar uma boa trepada (e não encontraram ninguém diferente para fazê-lo, desses tipos que te ligam de madrugada); há ainda os que estão sempre a postos quando você está na pior, talvez para ter ao menos neste momento a sensação de que a vida deles não é tão ruim assim; ou aqueles que te rastreiam quando está na “boa”, mas aqui não no sentido de estar bem consigo mesmo, mas de estar com grana, com popularidade e outras coisas que interessam ao que é convencionalmente valorizado. Dos mais rasgados, há os que buscam por elogios, alugando-te como a um palco para encenar suas façanhas.

***

Don't just fuck me - love me.jpg

Tracey Emin.

Don’t Just Fuck me. Love me. 1997

***

Quantos despretensiosos te procuram apenas para dar um “oi”, simplesmente porque gostam de você? Estes são raros e aparecem pouco, pois desprovidos de carência, confiam mais em sua presença marcante do que em sua presença frequente. Não é aquele amigo que desaparece quando começa a namorar, e te procura depois da primeira briga para afogar as mágoas. Nem aquele que te procura todos os dias para reclamar da vida, e que nunca pode fazer absolutamente nada por si mesmo, por que é “coitado” demais. Não é a pessoa que te liga para agenciar alívio para as suas carências, isto, depois de ser chutada por meia dúzia.

É mais aquela pessoa que tem um tempinho no meio da rotina avassaladora, e te convida para um café rápido, só para atualizar as novidades, matar as saudades do seu sorriso, te olhar nos olhos e dar um abraço, até que possam curtir um momento extenso de fato. Paradoxalmente, valemos mais para quem não precisa de nós e ainda assim nos procura. Quem não precisa de um amigo a mais, de um ouvido extra, de alguém para pagar a cerveja ou apresentar um pretendente. Quem simplesmente, aparece por querer bem. Estes exalam perene presença, não se extinguem nas barreiras do tempo e do espaço, o vigor do laço perpetua contatos em pensamento.

Dessas relações que nos consomem, que nos tiram a solidão para nos encher de lixos banais, que desmerecem nossas pequenas conquistas, que dizem estar felizes por nós com sangue nos olhos, que nos tratam como um vaso sanitário para aliviar suas merdas. Dessas relações outlet, esvaziam-se aqueles que se percebem inapropriados para consumo. Quando nos percebemos menos como objetos e mais como seres humanos, a solidão deixa de ser desengano, para ser espaço pleno de recepção de tudo o que nos alimenta a existência, em detrimento dos detritos da mesquinharia daqueles que desejam apenas tirar uma casquinha.

***

PAULA PEREGRINA

Estrangeira de todos os lugares, estrangeira de mim.
Porque o estranhamento revela sutilezas que a familiaridade ignora..
*

FONTE:

http://lounge.obviousmag.org/palavras_peregrinas/2015/04/advertencia-esta-pessoa-e-contraindicada-para-consumo.html

Read Full Post »

De colores…

***

***

***

***

***

*

***

***

***

*

*

*

***

*

***

***

Read Full Post »

Boa noite!

Obrigada pelo apoio, pelas visitas, pelo prestígio ao nosso Bloguinho…

Mary

***

FELIZ SEMANA!

***

Read Full Post »

Read Full Post »