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Archive for 1 de junho de 2012

Filme clássico de domínio público

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Após 40 anos de peça, teatrólogo de Campinas entra para o Guinness – Benedito Irivaldo Vado de Souza conquistou o título há duas semanas.

Foram 12 mil apresentações de “O Navio Negreiro” em 40 anos e 7 meses.

Após 40 anos e sete meses, o teatrólogo Vado entrou para o Guinness World Records como detentor do título de “carreira mais longa como diretor de teatro de uma mesma produção”. Vado, que é cidadão de Campinas (SP) desde 2002, após cerimônia realizada pela Câmara Municipal, recebeu o diploma de recordista do Guinness na segunda quinzena de maio, graças ao trabalho de atuação, direção, adaptação e produção do monólogo “Navio Negreiro”, baseado no poema homônimo de Castro Alves.

Nascido em família humilde de Mogi Guaçu (SP), Benedito Irivaldo Vado de Souza, conhecido somente como Vado desde o tempo de criança, nos campinhos de futebol, não imaginava que, aos 64 anos, já teria participado de uma dezena de outras produções teatrais, além de escrever um livro e dirigir um filme. “Eu estudava engenharia mecânica e trabalhava em uma metalúrgica”, conta, “era tão tímido que meus professores resolveram me colocar em aulas de teatro, mas não pensava em trabalhar com isso até ler o Navio Negreiro”.

A estreia do monólogo aconteceu em 1971 quando Vado, então com 23 anos, fez a primeira apresentação de sua carreira. O plano era apresentar em 6 de julho, aniversário de morte de Castro Alves, mas a data foi postergada para outubro, aniversário de outro herói do jovem: Pelé. Entre o futebol e o teatro, porém, ele acabou escolhendo os palcos. Largou o time de base do Guarani para estudar artes cênicas nos Estados Unidos. “O negro lá tinha projeção maior”, explica.

Ser negro, conta o teatrólogo, foi a maior dificuldade de sua carreira, algo que a obra do próprio Castro Alves ajudou-o a vencer. “Ele, um irmão branco, nasceu na Bahia e amou seu povo, por que eu não?”, diz. Vado conta ainda que não guarda rancor daqueles que o julgaram por causa da cor. “Chegava para me apresentar nas escolas e os professores, quando me viam, mudavam de ideia… Mas eram outros tempos, o mundo era diferente: que atores negros o Brasil tinha?”, avalia.

Essa busca por uma identidade cultural levou Vado a aceitar o convite de um brigadeiro da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar o Brasil com o Exército. “Aprendi disciplina com eles, e também a ouvir críticas”, brinca, “eu era jovem e me achava o bom, mas faltava estrutura”. Depois, ainda em meados dos anos 70, Vado procurou por Chico Xavier que, segundo conta, incorporou o espírito de Castro Alves para que o próprio autor pudesse explicar a peça.

Em busca do recorde
Os anos se passaram e Vado foi acumulando apresentações: no Pelourinho, em Salvador (BA), no Ibirapuera e no Anhembi, em São Paulo (SP), no Maracanazinho, no Rio de Janeiro (RJ) e, principalmente, em escolas. A peça cresceu e o monólogo foi ampliado para conter 16 personagens, todos interpretados por ele, que falam da necessidade de amar o outro e até fazem críticas ao uso de entorpecentes, mensagens dirigidas para o público estudantil.

Nos anos 80, o intérprete conta que chegava a fazer quatro apresentações por dia. Para cortar custos e poder cobrar ingressos baratos, dispensava os técnicos e, usando um painel elétrico desenvolvido por um mágico que conheceu em uma viagem a Cuba, gerenciava até mesmo a iluminação da peça por conta própria.

Quando a peça chegou aos 30 anos de cartaz, após ter sido montada em inglês e espanhol, resolveu tentar o recorde. Os próximos dez anos se passaram em uma correria para encontrar a documentação, em papel timbrado, que comprovasse cada uma das apresentações. Amigos que trabalhavam do Museu de Imagem e Som (MIS) de Campinas e na Unicamp ajudaram, procurando registros. Conseguiu papéis comprovando 12 mil apresentações. Depois, conseguiu o patrocínio da churrascaria Vento Haragano, de São Paulo, para trazer o representante do Guinness ao Brasil, para receber pessoalmente o diploma.

A entrega foi feita no dia 17 de maio e a próxima edição impressa do livro já contará com o recorde. “Vai abrir novas portas”, acredita o teatrólogo. Aos 64 anos, os próximos planos dele não incluem aposentadoria, mas sim uma nova turnê pelo país, além do interesse em se apresentar em lugares que ainda não conhece, como o Japão. “Estamos começando agora”, diz.

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2012/05/apos-40-anos-de-peca-teatrologo-de-campinas-entra-para-o-guinness.html

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Créditos…

Walt Disney’s Song of the South (1946) Opening and Closing Credits along with Uncle Remus (James Baskett) singing “Zip A Dee Do Dah” joined in by the children; Johnny (Bobby Driscoll), Jenny (Luana Patten) and Toby (Glen Leedy).

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